Projeto quer programa contra o uso de cigarros eletrônicos nas escolas municipais

Proteção às mulheres, WI-FI em espaços públicos e hospital público veterinário também foram temas da Comissão de Administração Pública desta quarta

Por: MARIA ALICE PRIMO*
DA REDAÇÃO

4 de novembro de 2026 - 18:45
=Homem escreve em documento enquanto mulher lê papéis durante reunião na Câmara Municipal.Richard Lourenço / REDE CÂMARA SP

Proteção às mulheres, saúde e cuidados com os animais entraram na pauta de discussão da Comissão de Administração Pública. Na reunião desta quarta-feira (04/11), o colegiado deu aval a 13 propostas que tramitam na Câmara Municipal de São Paulo. 

Entre as matérias está o PL (Projeto de Lei) 168/2025 – do vereador Ricardo Teixeira (UNIÃO) e com a coautoria de outros parlamentares. O texto obriga a criação de um programa contra o uso de cigarros eletrônicos nas escolas de São Paulo. 

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 29,6% dos estudantes de escolas públicas e particulares entre 13 e 17 anos experimentaram o cigarro eletrônico.

A vereadora Edir Sales (PSD), presidente da comissão, pediu para assinar o projeto como coautora. “Eu sou totalmente contrária ao uso de cigarros eletrônicos nas escolas, qualquer cigarro, mas o eletrônico virou moda, mesmo sendo comprovado que ele faz mais mal do que o cigarro comum”. 

“Por conta disso, votamos a favor desse projeto para que acabe esse uso e para que tenhamos um mês de conscientização: o ‘abril sem cigarro eletrônico’”, falou Edir. 

Outro projeto que avançou no colegiado foi o PL 764-2024. A matéria do vereador Sansão Pereira (REPUBLICANOS) altera a lei municipal do Programa Wi-Fi Livre Sampa, que garantiu a disponibilização gratuita de internet sem fio em espaços e prédios públicos municipais. 

O Projeto de Lei modifica a legislação para ampliar o acesso à internet e qualificar os serviços oferecidos em equipamentos públicos. O texto prevê a instalação de pontos de internet gratuita em unidades de ações sociais da capital, como o Armazém Solidário, a Rede Cozinha Escola e o Bom Prato Paulistano. 

Também passou pela comissão o PL 268/2023 – do vereador Marcelo Messias (MDB). A proposta cria o Hospital Público Veterinário de M’Boi Mirim. O espaço sugere oferecer gratuitamente vacinação, medicamentos, além de castração, cirurgias e acompanhamento pós-operatório. A iniciativa prioriza o atendimento aos bichos cujos donos possuem baixa renda, a protetores independentes e a organizações de proteção animal. O projeto prevê ainda a implantação de uma Farmácia Popular Veterinária. 

O PL 16/2023 – da vereadora Silvia da Bancada Feminista (PSOL)  – e com coautoria de outros parlamentares, recebeu parecer favorável. O Projeto de Lei quer que o protocolo “Não se Cale” –  política pública de combate ao assédio contra mulheres – seja inserido em espaços de lazer noturno de São Paulo. 

A iniciativa propõe treinamento a funcionários, acolhimento de mulheres em situação de violência sexual e medidas de prevenção, orientação e encaminhamento das vítimas às autoridades competentes.

Os dados reforçam a importância de ações preventivas em locais de lazer à noite. Segundo levantamento da Ipsos-Ipec, divulgado em março de 2026, 32% das mulheres entrevistadas sofreram algum tipo de assédio em bares ou casas noturnas. 

A vereadora Edir Sales falou sobre a importância do projeto. “Infelizmente, estamos vendo muitos aumentos desses casos. Temos que regulamentar esse projeto ‘Não se Cale’. Nós temos que fortalecê-lo e temos que nos unir para proteger as mulheres de qualquer tipo de violência, tanto doméstica como as violências nos eventos e importunação sexual”. 

Participaram da reunião os vereadores: Edir Sales (PSD), Professor Toninho Vespoli (PSOL), Amanda Vettorazzo (UNIÃO), Gabriel Abreu (PODE) e Sargento Nantes (PP). 

Confira aqui a íntegra dos trabalhos desta quarta-feira. 

*Com supervisão de Marco Calejo

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