A Comissão Especial da Câmara Municipal de São Paulo que vai apurar as ações do Executivo no dia da votação do segundo turno das eleições foi instalada na quinta-feira (29/10). No primeiro encontro, os vereadores que integram o colegiado elegeram os parlamentares Rubinho Nunes (UNIÃO) para a presidência, e Major Palumbo (PP) para a relatoria dos trabalhos.
A criação da comissão foi solicitada por três vereadores da bancada do PSOL: Amanda Paschoal (PSOL), Celso Giannazi (PSOL) e Silvia da Bancada Feminista (PSOL). Os parlamentares protocolaram o requerimento na Casa, na terça-feira (27/10).
Após assumir a presidência, Rubinho Nunes convocou a próxima reunião para terça-feira (03/11), às 11h, no Plenário 1º de Maio. O parlamentar explicou como serão os próximos passos da comissão. “Se a comissão entender que não há como dar continuidade, o caso será arquivado. Caso contrário, será formada uma comissão processante para analisar os fatos. Para que a questão seja levada ao Plenário, será necessário o apoio de três quintos dos votos da comissão”.
A vereadora Luana Alves (PSOL) defendeu que a apuração do colegiado considere as circunstâncias da operação dos ônibus no dia da votação. A parlamentar entende que os parlamentares devem acessar as informações antes de decidir sobre o andamento do caso.
“É importante que o relatório considere o que realmente aconteceu no dia 25 de outubro e que os vereadores tenham acesso a todas as informações. Na nossa avaliação [do partido PSOL], há elementos suficientes para que o processo seja admitido e levado à apreciação em Plenário”, falou Luana Alves.
Além de Rubinho Nunes e Major Palumbo, o grupo é formado por outros cinco vereadores: Dra. Sandra Tadeu (PL), Hélio Rodrigues (PT), Kenji Ito (PODE), Luana Alves (PSOL) e Sandra Santana (MDB). Todos foram indicados pelos líderes das bancadas da Casa. A comissão terá até dez dias para analisar os argumentos apresentados e elaborar um parecer sobre os próximos passos da apuração.
