Comitê Emergencial de Crise da Educação é contrário ao possível retorno das aulas presenciais na capital

KAMILA MARINHO
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Comissão de Educação Cultura e Esportes realizou na tarde desta terça-feira (15/9), a oitava reunião virtual do Comitê Emergencial de Crise da Educação de 2020.O grupo é formado por parlamentares, pais e alunos, profissionais da educação, sindicatos e representantes de diversas entidades do setor. Os integrantes do Comitê estão preocupados com as decisões do Executivo que devem ser anunciadas nos próximos dias.

Retorno às aulas presenciais

Margarida Genofre, vice-presidente da APROFEM (Associação dos Professores e Funcionários Municipais de São Paulo) disse que será preciso engajamento e organização nessa retomada, que para ela, significa uma ampliação da pandemia. “Nós estamos muito preocupados, pois o prefeito deve anunciar em breve o retorno das aulas em São Paulo. Há uma sinalização muito clara deste retorno, já que a Prefeitura está convocando os funcionários das escolas”, comentou.

O presidente da Comissão também não concorda com a retomada das atividades presenciais. “´É uma preocupação muito grande, nós não concordamos com o retorno às aulas neste momento”, comentou vereador Eliseu Gabriel (PSB).

Profissionais sobrecarregados na pandemia

Sobre a retomada, Maciel Silva Nascimento, representando os trabalhadores da educação do SINDSEP (Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo), falou sobre a sobrecarga de trabalho dos profissionais da educação. “Nós pedimos que houvesse uma parada geral na rede para que os profissionais e famílias pudessem ter um respiro, pois desde o início da pandemia estão todos atuando de forma estressante”.

Retorno sem garantias

Para vice-presidente do SEDIN (Sindicato dos Educadores da Infância), Joélia Rodrigues, é preciso preparar as escolas para a retomada e este ano não há condições para isso. “Nós mantemos a posição do não retorno. Não estamos seguros sem a vacina. Nós votamos em assembleia no sindicato e foi decidido que se a situação complicar, vamos todos parar”.

Encaminhamentos

O vereador Jair Tatto (PT) propôs uma parceria com o parlamento estadual para a atuação no cenário da educação diante à situação de pandemia de Covid-19. “Proponho a realização de uma Audiência Pública para ser realizada junto à Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de São Paulo para debater a crise na educação na cidade e no Estado de São Paulo”, solicitou Tatto.

Os vereadores Eduardo Suplicy (PT) e Toninho Vespoli (PSOL) vão protocolar uma convocação do secretário municipal da Educação para responder várias questões da Comissão ainda não atendidas. “Ele não participou das audiências anteriores e nem deu satisfação. Ele dever ser convocado para estar em nossa Comissão para esclarecer várias questões”, observou Toninho Vespoli.

Confira a reunião clicando aqui.

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