A Comissão Extraordinária de Apoio ao Desenvolvimento do Turismo, do Lazer, da Gastronomia, da Hospitalidade e dos Eventos da Câmara Municipal de São Paulo se reuniu nesta terça-feira (20/10) no auditório da Biblioteca Mário de Andrade, no centro da capital paulista, para discutir a implementação de propostas para que as bancas de jornais e revistas da cidade contribuam com o desenvolvimento do turismo local através de novos serviços.
Com o passar do tempo e as modificações na maneira de consumir informações, as bancas de jornais e revistas precisaram se reinventar e oferecer outros tipos de produtos. O que não mudou foi a característica cultural de representarem um estabelecimento de confiança e aproximação com os moradores do bairro.
Hoje, de acordo com dados da Prefeitura de São Paulo, a cidade tem aproximadamente 2,1 mil bancas com licença de funcionamento espalhadas por todas as regiões. Esse número representa uma recuperação em relação a 2020 quando havia aproximadamente 1700 bancas após uma queda expressiva desde o início dos anos 2000 quando eram cerca de 5 mil.
A reunião foi conduzida pelo vereador Gilberto Nascimento (PL), presidente da comissão e contou com a participação de representantes da Asbajore SP (Associação dos donos e permissionários de bancas de jornal e revistas da Cidade de São Paulo) e proprietários de bancas tradicionais da cidade.
Uma das ideias apresentadas na reunião envolve a tecnologia com a implementação de totens digitais nas bancas com informações turísticas sobre os eventos que acontecem na cidade. “Hoje as bancas de jornais são os lugares mais seguros que a população acredita que tenha uma informação correta. Quando uma pessoa está com dificuldade de achar um lugar, aonde ir, ele procura na banca de jornal porque o jornaleiro, ele é ainda, uma fonte de informação segura”, disse José Antônio Mantovani, proprietário da banca Vitória Régia, localizada na região do Mandaqui, zona norte da cidade.
“Todo tipo de informação, o pessoal procura nas bancas. O primeiro ponto de referência para ele ter uma informação sobre a cidade, sobre pontos turísticos, ele sempre vê na banca.” disse Aguinaldo Trajano, presidente da Asbajore SP, que tem banca há 46 anos em São Paulo.
A questão do auxílio na segurança também foi discutida. Foi sugerida a instalação de um botão de pânico nas bancas para proteção da violência contra a mulher e a integração de câmeras das bancas com os programas Vizinhança Solidária e Smart Sampa.
Fiscalização
Maurício Pereira de Lima, dono de banca há 12 anos, reclamou das fiscalizações e multas que são dadas sem a explicação devida. “Às vezes eles dão a multa sem nem avisar o que está errado na banca. Eu mesmo tomei uma multa porque tinha uma camisa do Brasil exposta mas estava do lado de dentro da banca. Eu recorri e ganhei.”
O vereador Gilberto Nascimento pretende compartilhar as ideias sugeridas com os demais vereadores da comissão para que elas possam ser debatidas na Câmara Municipal.
“A gente vai construindo isso em conjunto, lembrando que a gente tem várias frentes para caminhar, vamos tentar começar pelo simples e depois também ir buscando as outras necessidades para a gente poder atender a população.”


