A criação dos Centros de Educação Unificada mudou as relações sociais nas comunidades dos bairros. Já os Centros de Educação e Cultura Indígena foram instituídos para fortalecer a cultura guarani e desenvolver a integração da criança de zero a seis anos, nos aspectos físicos, psicológicos, intelectuais e sociais. Para discutir o funcionamento dos CEUs e dos CECIs, a Comissão de Administração Pública da Câmara Municipal de São Paulo, nesta sexta-feira (23/10), realizou audiência pública, com a presença da assessora da Secretaria Municipal de Educação, Rita Ribeiro.
Os CECIs atende quatro aldeias guaranis em São Paulo, nos distritos de Parelheiros e Jaraguá.
A proposta orçamentária para 2010 enviada pelo Executivo prevê R$ 260,3 milhões aos CEUs e CECIs. Três CEUs encontram-se em construção.
Vereadores e representantes da sociedade civil discutiram a falta de manutenção e preservação de equipamentos nos CEUs. O vereador Francisco Chagas (PT), por exemplo, criticou o desabamento do teto do CEU Pera Marmelo, no Jaraguá, ameaçando a integridade física das crianças. O parlamentar leu ainda denúncias de jornal a respeito de CEUs, como a matéria do Agora, de 23 de setembro de 2008, intitulada “CEUs de Kassab atrasam e ficam mais caros”. Chagas também salientou a diminuição sensível das atividades culturais e esportivas nos CEUs.
“O CEU Pêra Marmelo foi entregue no final de 2003. É um equipamento novo. A obra não deve ter sido muito bem feita. Mas o piso, a piscina, a tubulação e a impermeabilização da caixa d’água já foram refeitos. [O CEU Pera Marmelo] Está em fase de licitação”, informou a professora Rita Ribeiro.
Marcos Santos Tupã, coordenador cultural do CECI Krukutu, no Jaraguá, teme os rumores de que os CECIs sejam transferidos para a alçada do Governo do Estado. “Nós não concordamos. Nós queremos que o prefeito mantenha o projeto no Município.”
“Isso é uma boataria. Jamais passou isso ‘pela cabeça’ da Secretaria”, refutou Rita Ribeiro.
“Não obstante tenhamos aumentado o número de CEUs, diminuiu o número de gente que frequenta. Os CEUs estão deixando o papel de levar bens culturais às comunidades que estão carentes da distribuição dessa questão cultural”, comentou o secretário-adjunto de comunicação do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), Roberto Guido.
Chagas não se deu por satisfeito com os esclarecimentos de Rita Ribeiro, tampouco com a forma com que a representante da SME debateu com os representantes de entidades, e anunciou que pretende convocar – e não apenas convidar – o secretário da Educação, Alexandre Schneider, a comparecer à Casa.
Estiveram presentes à audiência pública os vereadores Chagas, Penna (PV), Gilson Barreto (PSDB) e Alfredinho (PT).
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Audiência pública debate funcionamento dos CEUS e CECIs
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