Projeto de bonificação a funcionários das escolas indiretas e parceiras da rede municipal é aprovado em segunda votação

PL 298/2026, do Executivo, cria o Programa Mais Integração para dar estabilidade institucional, já que atualmente o benefício é disciplinado por decreto

Por: HELOISE HAMADA
DA REDAÇÃO

13 de maio de 2026 - 16:12
Fachada do Palácio AnchietaDouglas Ferreira | REDE CÂMARA SP

Com 41 votos favoráveis, os vereadores de São Paulo aprovaram em segunda e definitiva votação, na Sessão Plenária desta quarta-feira (13/5), o PL (Projeto de Lei) 298/2026.  O texto cria o Programa Mais Integração na rede municipal de ensino da capital. A matéria dá diretrizes de cooperação entre as unidades educacionais e sugere mecanismos de fomento e valorização profissional por meio de parcerias. Não houve votos contrários nem abstenções. 

De acordo com a justificativa da proposta – que agora segue para sanção do governo – o objetivo do PL é dar estabilidade institucional ao programa do governo municipal. Atualmente, a iniciativa é disciplinada pelo Decreto 61.704/2022. Os beneficiados são os trabalhadores dos CEIs (Centros de Educação Infantil) indiretos e parceiros, dos CECIs (Centros de Cultura Indígena), dos CEIIs (Centros de Educação Infantil Indígena) e das demais unidades educacionais administradas por parcerias entre organizações da sociedade civil.

“Ao promover sua consolidação em nível legal, busca-se assegurar maior segurança normativa, previsibilidade e continuidade às suas diretrizes e ações, fortalecendo o programa como política pública sólida e estruturada”, destaca o PL do Executivo. 

O projeto também ressalta que não haverá aumento de despesas, pois os recursos necessários ao pagamento do incentivo financeiro estão previstos na ação orçamentária “2828 – Manutenção e Operação da Rede Parceira – Centro de Educação Infantil – CEI”. A medida é destinada ao custeio das parcerias no orçamento vigente da Secretaria Municipal de Educação.

Encaminhamento de votação

A bancada do PSOL se posicionou favoravelmente ao Projeto de Lei. O vereador Celso Giannazi (PSOL) disse que boa parte dos profissionais da rede conveniada é formada por mulheres. “Muitas trabalharam de forma precarizada e lutamos muito para que se tenha concurso público para que elas possam ingressar na rede direta”. 

“São baixos salários, falta de formação, jornada extensiva, condições péssimas de trabalho e elas merecem valorização. O projeto que está sendo discutido propõe o PDE (Prêmio de Desempenho Educacional) e pedimos transparência na transferência desses recursos para que, de fato, as professoras recebam essa compensação financeira. Vamos apresentar emendas para que se tenha transparência”, completou Giannazi.

O vereador Hélio Rodrigues (PT) falou pela bancada do Partido dos Trabalhadores, que também encaminhou voto favorável. Rodrigues falou que a sigla não quer que a rede parceira seja “sinônimo de precarização” quando comparada com a rede direta.

“Não poderíamos deixar de votar pela valorização dos trabalhadores da rede parceira do município. Nós queríamos discutir outras questões da rede parceira, como a jornada de trabalho das professoras, que é exaustiva”, disse Hélio Rodrigues. 

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