Vereadores debatem soluções para problemas da capital em sessão plenária

MARCO CALEJO
HOME OFFICE

Na Sessão Ordinária desta quinta-feira (2/7), vereadores utilizaram a Tribuna dos plenários 1° de Maio e virtual para discutir temas livres. As consequências provocadas pela pandemia na cidade de São Paulo estiveram entre os principais assuntos tratados pelos parlamentares. A sessão foi presidida pelo vereador Fernando Holiday (PATRIOTA)

MOVA e eventos virtuais

O PL (Projeto de Lei) 308/2020, aprovado na Sessão Extraordinária de quarta-feira (1/7), voltou a ser debatido por alguns parlamentares. O projeto autoriza um auxílio financeiro a entidades do MOVA (Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos) e permite que a Secretaria Municipal de Cultura efetue pagamento de cachês para eventos virtuais. 

A vereadora Soninha Francine (CIDADANIA) repercutiu a proposta aprovada pela Câmara e ressaltou a importância da arte e da cultura na vida das pessoas. “É uma atividade econômica superimportante e completamente prejudicada pela quarentena em todos os níveis. Em restaurantes, hotéis, bares, lanchonetes e em salões de baile têm artistas trabalhando e que estão completamente privados das suas fontes de renda”. 

Para o vereador Alessandro Guedes (PT), o PL irá ajudar os colaboradores do MOVA e os pequenos artistas que enfrentam dificuldades por conta da Covid-19. Ele também pediu apoio aos empresários do comércio. “Ontem a Câmara sinalizou e conseguiu aprovar o projeto que socorre os trabalhadores do MOVA e da cultura, mas também precisamos aprovar um projeto para socorrer os comerciantes”.

O vereador Caio Miranda Carneiro (DEM) reconheceu a necessidade de buscar soluções para ajudar os artistas, mas ele acredita que a emenda aprovada junto ao PL não foi acertada. “A gente deveria ter feito um texto melhor e talvez até um projeto próprio para isso”. 

Comércio

O vereador Zé Turin (REPUBLICANOS) demonstrou preocupação com o comércio de rua na capital paulista. De acordo com o parlamentar, os comerciantes não têm informação de quando poderão manter as portas abertas por mais de quatro horas de funcionamento. “Eu acho que deveria dar pelo menos três dias (de antecedência) para que o comércio pudesse se adequar. Nós não temos informação nenhuma para passar aos empresários do comércio”. 

Entre os temas tratados pela vereadora Sandra Tadeu (DEM), ela também falou sobre o horário de funcionamento do comércio de rua. “É incabível você montar uma estrutura de comércio para funcionar em quatro horas. Isso só acumula mais pessoas”. 

Segurança pública

O vereador Reis (PT) utilizou a Tribuna do Plenário 1° de Maio para falar sobre segurança pública. O parlamentar cobrou melhores condições aos policiais. “Não tem como um policial que trabalha em dois, três empregos, dar atenção para a sua família e ao mesmo tempo dar atenção devida à população. Ele vai estar estressado”. 

A Sessão Ordinária desta quinta-feira está disponível aqui, com os discursos na íntegra de todos os vereadores que se manifestaram publicamente.

Deixe a sua contribuição:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja também