Na última Sessão Plenária desta semana, as vereadoras e os vereadores de São Paulo discursaram na tribuna durante as fases do pequeno Expediente e dos comunicados de lideranças. Cada parlamentar teve até cinco minutos de fala. Nesta quinta-feira (26/3), a presidência ficou com a vereadora Janaina Paschoal (PP).
Moradia
A vereadora Cris Monteiro (NOVO) retomou a discussão sobre a mudança do nome da Rua Peixoto Gomide, na Bela Vista, região central da cidade, para Rua Sophia Gomide. Ela afirmou que a via, na verdade, faz uma homenagem ao avô de Sophia, já que pai e filho são homônimos. Para ela, a ocupação do prédio na Rua Peixoto Gomide com a Rua Oscar Freire, nos Jardins, há mais de 20 anos, é uma situação que demanda mais preocupação.
“Já acionamos o Ministério Público e a Prefeitura. Isso, sim, é um problema muito sério e deveríamos nos debruçar aqui. Quem está lá deveria estar em moradias dignas. Segundo a pesquisa que nós fizemos, tem em torno de 50 moradores e metade já recebe auxílio moradia. Ou seja, eles podem fazer uso desse auxílio para pagar um aluguel, morar dignamente, mas estão neste prédio invadido”, enfatizou Cris Monteiro.
Terceira idade
Os R$ 10 milhões destinados aos idosos no orçamento municipal deste ano foi o assunto do vereador João Ananias (PT). De acordo com o parlamentar, a peça orçamentária à população 60+ tem diminuído gradativamente. “Já tiraram R$ 1 milhão. Daqui a pouco a gente vai se deparar quase sem orçamento para atender essa demanda que é muito importante. E são pessoas que fizeram muito pela nossa cidade, ainda fazem muito pelo país”.
João Ananias ainda relatou que quanto mais se investe no bem-estar dos idoso, menos o sistema público de saúde fica sobrecarregado. “Eles precisam de um espaço para praticar esportes, atividades físicas. Eu faço um apelo para que a gente aumente esse orçamento porque a população está vivendo mais”.
Respeito às mulheres
A origem do Dia Internacional da Mulher foi lembrada pela vereadora Rute Costa (PL). A parlamentar destacou que a data surgiu para reforçar a luta histórica por direitos iguais. “Em 1910, um grupo de mulheres ousou pedir que os salários fossem equiparados aos dos homens, que elas tivessem condições de trabalho dentro da fábrica em que atuavam como tecelãs. A resposta a elas foi muito parecida com a que temos até hoje. Elas foram trancadas e incendiadas”.
Rute falou que os índices de violência aumentam a cada dia. Para ela, os homens que são agressivos com as mulheres negam a própria origem, já que “todos nós viemos de uma mulher”. “Até hoje as mulheres procuram seus espaços e com dificuldade. Nós continuamos com essa luta. A família é o cerne da sociedade e as mulheres precisam ser protegidas. Faço um apelo aos homens para que nos ajudem nessa batalha”.
O vereador Silvinho Leite (UNIÃO) também tratou do tema. Leite comentou que todos os dias são das mulheres. “Onde há ódio, não há amor. Não podemos continuar aceitando esse número altíssimo de feminicídio, que só cresce todos os dias. Precisamos praticar o amor. Todos nós viemos de uma mulher e não podemos agredir e matar as mulheres. Isso está totalmente errado”.
Educação inclusiva
Já a vereadora Sonaira Fernandes (PL), presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esportes, disse que o colegiado tem discutido a inclusão de alunos atípicos na rede municipal. “Recebemos vários relatos de famílias que têm dificuldade com acessibilidade, com participação de forma integral do que é ministrado nas aulas. Às vezes, há turmas superlotadas e essas crianças não conseguem acompanhar o conteúdo”.
Sonaira frisou que a comissão busca soluções efetivas junto à Secretaria Municipal de Educação para que os alunos e familiares tenham os direitos garantidos. Ela também entende a necessidade de dar boas condições de trabalho aos professores. “Não podemos abrir mão dos auxiliares para que essas crianças se sintam pertencentes porque não podemos também separar esses alunos dos outros”.
Convocação de professores
Da tribuna, o vereador Celso Giannazi (PSOL) aproveitou o espaço de fala para discursar sobre o déficit de professores nas unidades de ensino municipal. Ele citou que há escolas agrupando alunos de salas diferentes por falta de docentes. “Tem sala com 40, 50 alunos e fazem isso para não dispensar os estudantes. Isso é um absurdo”.
Giannazi pediu novamente que os professores e os ATEs (Auxiliares Técnicos de Educação) aprovados nos concursos públicos sejam convocados. “Falta somente assinar a convocação porque tem recurso público para isso. Há quase mil vagas, quase mil cargos vagos para professor de educação infantil e outros tantos de ATE”, explicou.
Próxima sessão
A próxima Sessão Plenária está convocada para terça-feira (31/3), às 15h. A Câmara Municipal de São Paulo transmite a sessão, ao vivo, por meio do Portal da Câmara no link Plenário 1º de Maio, do canal Câmara São Paulo no YouTube e do canal 8.3 da TV aberta digital (TV Câmara São Paulo).
A íntegra da Sessão Plenária desta quinta-feira está disponível aqui.
