Comitê de Crise da Educação discute a situação das escolas da capital na retomada das atividades presenciais

KAMILA MARINHO
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Em‌ ‌reunião‌ ‌nesta‌ quinta-feira‌ (19/8), ‌ os integrantes do Comitê Emergencial de Crise da Educação, vinculado à Comissão de Educação, Cultura e Esportes, se reuniram e discutiram, virtualmente, como está a realidade na rede municipal de ensino após a retomada das atividades escolares.

Parlamentares, professores, sindicalistas e comunidade discutiram diversos temas voltados à Educação em período de pandemia. A reunião foi conduzida pelo presidente da Comissão, vereador Eliseu Gabriel (PSB).

Retorno às aulas

Representando o Movimento Famílias pela Vida, Thalita Pires demonstrou preocupação sobre a obrigatoriedade do retorno presencial às aulas. “Nos últimos dez dias, a média de mortos aumentou muito. A gente não está livre da pandemia e acreditamos que as acrianças não devam ser obrigadas a voltar”, comentou.

Segurança nas Escolas

Já Christian Sznick, diretor de imprensa do SINESP (Sindicato dos Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal de São Paulo), trouxe questões voltadas a segurança das escolas de São Paulo e os prejuízos causados para a comunidade escolar. “Nos últimos dias muitas unidades educacionais têm sofrido com questões de segurança. São situações de roubarem quadro de energia, roubarem a fiação para as escolas funcionarem. Às vezes, a escola fica parada duas semanas até que o reparo do que foi roubado seja resolvido”, explicou Christian.

Como sugestão, Eduardo Suplicy (PT) se comprometeu, junto à Comissão de Educação, acompanhar os casos trazidos pelo SINESP. “Seria importante cobrarmos da Secretaria Municipal de Educação sobre as providências que serão tomadas para que não haja mais assalto na rede escolar”, disse o vereador.

Redução de funcionários

Marcia Fonseca Simões, presidente do Conselho de Alimentação Escolar CAE (Conselho de Alimentação Escolar) falou sobre a redução no número de funcionários nas unidades escolares. São casos de pessoas afastadas por comorbidades e diversas outras situações, como o aumento de trabalho dentro das unidades para que os protocolos de combate à Covid-19 sejam seguidos. “Nós estamos tenho muitos problemas com a falta de mão de obra. Tanto em relação aos funcionários efetivos como em relação aos trabalhadores da limpeza. E, nesse momento em que a limpeza é tão recorrente, isso é gravíssimo”, lamentou Márcia.

Imunização dos profissionais

Já o vereador Celso Giannazi (PSOL) se posicionou contra o retorno das atividades presenciais nas escolas da capital. “Essa volta foi precipitada. Grande parte dos profissionais da Educação não recebeu a segunda dose da vacina antiCovid e a imunização não está completa. A gente tem acompanhado escolas com vários casos de profissionais da Educação positivados e sem a testagem disponível aos servidores que tiveram contato com colegas que estão com a doença”, comentou o parlamentar.

Reivindicações de docentes para o retorno

Outro assunto tratado foi sobre as reivindicações feitas pelo movimento de greve dos servidores municipais da Educação. Segundo Maciel Silva Nascimento, do SINDSEP (Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo), ocorreu a negociação de um protocolo a ser seguido para o retorno dos trabalhadores pós período de greve, acordado com a Secretaria da Educação, porém não foi cumprido pelo Executivo. “Nós fazemos um apelo ao Comitê de Crise para que a gente possa encaminhar um documento, apontando quais os itens constantes do protocolo de negociação e quais os que estão sendo cumpridos. A partir daí, poderemos ter um retorno da secretaria de Educação,” sugeriu Maciel.

A proposta foi recebida pelo vereador Eliseu Gabriel (PSB). “Eu peço que vocês façam um documento contendo o que foi acordado e não foi cumprido. Desta forma, a gente toma ciência sobre o que está acontecendo e, assim, cobraremos do Executivo”, se comprometeu o presidente da Comissão.

Outros assuntos

Para conferir ouras participações e a reunião do Comitê na íntegra, clique aqui.

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