Cidade de São Paulo inaugura mais leitos para receber pacientes com Covid-19

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Vice-presidente da Câmara, vereadora Rute Costa (PSDB), durante inauguração do hospital Profª. Lydia Storópoli

KAMILA MARINHO
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A Prefeitura de São Paulo inaugurou na manhã desta quinta-feira (15/4) o hospital Profª. Lydia Storópoli, uma unidade de transição com capacidade para 212 leitos de alta, média e baixa complexidade, que serão ativados gradativamente. Localizado na Vila Mariana, o hospital vai receber pacientes em recuperação da Covid-19, internados em hospitais municipais e transferidos pela central de regulação do município, para continuidade do tratamento e reabilitação.

Nesta primeira fase, serão entregues 80 leitos de enfermaria, 10 de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) e dois de estabilização. Na próxima semana, outros 10 leitos de UTI e novos 110 de enfermaria passam a integrar o complexo.

A vice-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereadora Rute Costa (PSDB), ao lado de outros parlamentares, participou da solenidade e falou da importância da união dos poderes no trabalho de combate à pandemia. “Tudo o que a cidade precisar, pode contar com a Câmara Municipal. O momento agora é de união para salvar vidas. Os vereadores estão a postos para trabalhar em prol do nosso município”, afirmou Rute.

Novos leitos estaduais

Na última terça-feira (13/4), o governo do Estado de São Paulo inaugurou o Hospital Estadual Metropolitano Santa Cecília no bairro de Santa Cecília, região central da capital paulista. A unidade é o 12º hospital de campanha para tratamento exclusivo de casos de Covid-19. No momento, o hospital oferece 30 leitos: dez de UTI e 20 leitos de enfermaria. De acordo com a administração estadual, até o final do mês de abril, a unidade hospitalar passará a ter 60 leitos, 20 deles de UTI.

Crédito Emergencial

O Banco do Povo, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, liberou uma linha emergencial com condições especiais. Estão disponíveis R$ 50 milhões em microcrédito para capital de giro com taxas de juros de 0% a 0,35% ao mês.

A linha emergencial atende os setores mais impactados como: bares, restaurantes, academias, setor de beleza, comércio, atividades imobiliárias, cultura e economia criativa, hotéis, turismo e artesanato. As medidas integram um pacote ações para mitigar os impactos econômicos causados pela pandemia do novo coronavírus. Os empréstimos podem ser solicitados  diretamente no site do Banco do Povo.

Mais sobre o novo coronavírus

De acordo com o boletim diário mais recente publicado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo sobre a pandemia do novo coronavírus, a capital paulista totalizava nesta quinta-feira (15/4) 25.076 vítimas da Covid-19.

Havia, ainda, 773.395 casos confirmados de infecções pelo novo coronavírus. Desde o início da pandemia,1.154.398 pessoas receberam alta após passar pelos hospitais de campanha, da rede municipal, contratualizados e pela atenção básica do município.

Abaixo, gráfico detalhado sobre os índices da Covid-19 na cidade de São Paulo.

Prefeitura de SP

Em relação ao sistema público de saúde, nesta quinta-feira (15/4), a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados ao atendimento de pacientes com Covid-19 na Grande São Paulo está em 83,3%.

Já na última quarta-feira (14/4), o índice de isolamento social na cidade de São Paulo ficou em 41%. A medida é considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias a principal forma de contenção da pandemia do novo coronavírus.

A aferição do isolamento é feita pelo Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, que utiliza dados fornecidos por empresas de telefonia para medir o deslocamento da população e a adesão às medidas estabelecidas pela quarentena no Estado.

A Câmara durante a pandemia

Em‌ ‌reunião‌ ‌nesta‌ quinta-feira‌ (15/4), o Comitê Emergencial de crise na Educação, vinculado à Comissão de Educação, Cultura e Esportes, discutiu os fatores positivos e negativos de um possível retorno às aulas presenciais. Na avaliação da vice-presidente da APROFEM (Sindicato dos Professores e Funcionários Municipais de São Paulo), Margarida Genofre, a situação é ainda mais delicada que a do ano passado. Já Antonio Ortega, professor da rede pública de ensino, participou da reunião para defender o retorno das aulas nas escolas o quanto antes.

Nesta semana, a Câmara Municipal de São Paulo decidiu prorrogar por mais 45 dias as medidas restritivas por conta da Covid-19 na capital paulista. Os protocolos estabelecidos na Casa, no início do mês passado, ficam mantidos até o fim do mês de maio. As medidas começaram a valer nesta quarta-feira (14/4). Os trabalhos parlamentares continuam sendo realizados exclusivamente de forma virtual, conforme o Ato 1.504, publicado pelo Legislativo paulistano em 2 de março de 2021.

Outro destaque foi a aprovação da criação do Comitê Emergencial de Crise do Emprego e da Renda, na quarta-feira (14/4), em reunião da Comissão de Finanças e Orçamento . A finalidade do comitê será a de garantir o diálogo do Legislativo e Executivo com trabalhadores, empresários, fóruns, entidades representativas e conselhos, e ao mesmo tempo articular e promover medidas, em caráter de urgência, para minimizar os efeitos sociais causados pela atual crise.

Na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa) , os vereadores aprovaram o parecer de legalidade ao PL (Projeto de Lei) 193/2020, que trata da suspensão de cobrança de taxas municipais por conta da pandemia de Covid-19. O texto original sugere que suspender por 120 dias a cobrança de todas as taxas municipais por conta da pandemia do coronavírus, e que os débitos sejam pagos no mês subsequente, além de permitir o parcelamento em até 10 parcelas iguais e sucessivas.

*Ouça aqui a versão podcast do boletim Coronavírus

*Este conteúdo e outros conteúdos especiais podem ser conferidos no hotsite Coronavírus

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