Enchentes na Zona Leste voltam a ser tema de debate em Sessão Plenária

Afonso Braga / CMSP

Sessão Plenária desta quarta-feira (19/2)

MARCO ANTONIO CALEJO
DA REDAÇÃO

Os problemas provocados pelas fortes chuvas voltaram a ser tema de debate na Sessão Plenária desta quarta-feira (19/2). Vereadores ressaltaram a importância de buscar soluções para algumas regiões da capital paulista que continuam alagadas – em especial a Zona Leste da cidade.

Enchentes

Os vereadores Senival Moura (PT) e Alessandro Guedes (PT) pediram mais atenção para a região do Itaim Paulista, Zona Leste da cidade de São Paulo, que continua com ruas alagadas. Segundo os parlamentares, há moradores ilhados e correndo risco de contrair doenças causadas pela água parada.

Senival Moura (PT)

Senival disse que os moradores locais têm dificuldade para sair de casa:

“Para sair de casa tem que usar barco para se deslocar para o trabalho. Imagina as crianças que vão para a escola e as pessoas com mobilidade reduzida”.

Alessandro Guedes (PT)

Guedes demonstrou preocupação com a saúde das pessoas que vivem na região:

“A água é podre, água de esgoto, água de sujeira. Nós não podemos aceitar conviver com uma cena desse tipo em uma cidade tão rica. Temos que enfrentar isso, que não é o problema de uma gestão”, disse o parlamentar.

Souza Santos (REPUBLICANOS)

O vereador Souza Santos (REPUBLICANOS) também subiu à Tribuna do plenário 1° de Maio para falar sobre as enchentes. No discurso, o parlamentar disse que visitou regiões alagadas e falou com moradores:

“As pessoas estão desoladas, perderam roupas, móveis e comida. É uma situação horrível, que só quem passa sabe o quanto é ruim passar por isso”.

Guarda Civil Metropolitana

Afonso Braga / CMSP

Reis (PT) e Eduardo Tuma (PSDB)

A GCM (Guarda Civil Metropolitana) foi o assunto discutido pelo vereador Reis (PT). O parlamentar pediu reajuste salarial para os guardas municipais:

“São Paulo é a maior cidade, a mais rica do País. Nós temos municípios aqui na região metropolitana pagando bem mais do que a prefeitura de São Paulo paga aos seus guardas”, disse Reis.

 

Afonso Braga / CMSP

Moção de repúdio

Da Tribuna do Plenário, vereadores repudiaram as ofensas expressadas pelo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido), ao se referir à jornalista da Folha de S. Paulo, Patrícia Campos Mello.

Na manhã de terça-feira (18/2), em coletiva em frente ao Palácio Alvorada, o presidente ironizou, com conotação sexual, o trabalho da jornalista em reportagens realizadas durante a campanha eleitoral:

“Ela queria um furo. Ela queria dar um furo a qualquer preço contra mim”, disse Bolsonaro.

Prof. Claudio Fonseca (CIDADANIA)

O Prof. Claudio Fonseca (CIDADANIA) leu uma moção de repúdio à fala do presidente. Para o parlamentar, a insinuação de Bolsonaro foi preconceituosa e caracteriza violência contra a mulher:

“Considerando que a fala desonra a liturgia do cargo da presidência da República, é descortês com as mulheres, as famílias e desrespeita os direitos consagrados na Constituição de 1988”, leu Fonseca, em um dos trechos da moção.

Daniel Annenberg (PSDB)

Em apoio à moção de repúdio lida por Claudio Fonseca, o vereador Daniel Annenberg (PSDB) também criticou a fala de Bolsonaro:

“É algo inadmissível. Um presidente da República, como o (vereador) Claudio bem ressaltou, é o presidente que tem dar o exemplo, é o presidente que tem que ter decoro, é um presidente que tem que mostrar conciliação na nossa nação”.

Juliana Cardoso (PT)

A vereadora Juliana Cardoso (PT) também se manifestou contrariamente à fala de Bolsonaro:

“Que ele respeite as mulheres, que ele entenda que, como presidente do Brasil, ele governa para homens e mulheres. O que ele fez com a jornalista da Folha é inadmissível”.

Eduardo Suplicy (PT)

Da Tribuna, o vereador Eduardo Suplicy (PT) também repudiou o presidente:

“Quero também expressar como outros vereadores, nesta tarde, minha total solidariedade à jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo, em virtude da afrontosa insinuação feita pelo presidente Jair Bolsonaro, que envergonha todo o povo brasileiro”.

Assista a Sessão Plenária desta quarta-feira na integra:

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