Nesta terça (27/10), a Comissão Extraordinária de Segurança Pública da Câmara Municipal de São Paulo discutiu as principais vulnerabilidades de segurança nos condomínios, medidas de prevenção, tecnologias disponíveis e possíveis melhorias na atuação do Poder Público municipal. A reunião contou com a participação de autoridades e representantes de empresas do setor.
Os trabalhos foram abertos com Erick Coser, representante da empresa Gabriel. Ele destacou as medidas acessíveis para reforçar a segurança em condomínios e dificultar a ação de criminosos. “Existem duas medidas que fazem muita diferença e que têm um custo relativamente baixo: o uso de controles de acesso com criptografia, que dificultam a clonagem, e a instalação de portões de fechamento rápido, que ajudam a aumentar a segurança dos prédios”, comentou.
Na sequência, o vice-presidente da comissão, vereador Kenji Ito (PODE), comentou a importância do Legislativo paulistano se debruçar nesse tema. “Esses criminosos merecem todo o rigor da lei. Pessoas que tentam violar a seguridade de condôminos precisam sentir o peso da justiça. Infelizmente nossa justiça ainda tem falhado nesse sentido. Precisamos continuar discutindo”, pontuou o parlamentar.
Segurança nos arredores
Em seguida, Carlos Alberto Previato, representante da GCM (Guarda Civil Metropolitana), ressaltou que a eficiência da proteção patrimonial exige uma atenção integrada à circulação na via pública. “A segurança dos condomínios não é somente um problema interno, como portaria, biometria e clausuras. O maior risco está nos arredores, nas calçadas e nos acessos, no trajeto a pé ou de carro até a portaria”, disse.
Na ocasião, o guarda civil metropolitano ressaltou que, entre as ações para combater crimes nos arredores dos condomínios, estão as operações da GCM para coibir furtos e roubos. Previato também destacou o uso de câmeras de monitoramento para identificar atitudes suspeitas nas ruas.
“Fazemos a Operação Saturação, mantendo viaturas estacionadas em pontos críticos, nos horários de maior fluxo, para coibir crimes de oportunidade, como furtos e roubos, que acontecem nos arredores dos condomínios. A ação da GCM, em conjunto com as forças de segurança da cidade, contribuiu para a maior seguridade da população”, disse.
Pedido de informações ao MP
Durante a reunião, também foi aprovado um requerimento do vereador Kenji Ito. O documento solicita ao Ministério Público informações sobre as investigações em andamento a respeito de possíveis ligações entre políticos eleitos e o PCC, além de esclarecimentos sobre as medidas que estão sendo tomadas.
“Esse requerimento solicita que o Ministério Público investigue possíveis envolvimentos de políticos eleitos com o crime organizado. Não podemos aceitar que instituições públicas sejam contaminadas por essas organizações. Esperamos que o Ministério Público e os órgãos competentes apurem o caso com a maior celeridade possível”, destacou Kenji.
Balanço dos trabalhos e encaminhamentos
A vereadora Amanda Vettorazzo destacou que a comissão teve uma reunião muito produtiva, com a participação de síndicos, empresas de monitoramento, representantes da segurança pública e da sociedade civil para discutir medidas que contribuam para a segurança nos condomínios e em seus entornos.
“Trouxemos síndicos para falar sobre a segurança dos condomínios e do entorno, além de empresas de monitoramento, o delegado, a Guarda Civil Metropolitana e a sociedade civil organizada. A segurança dos condomínios também faz parte da segurança da cidade de São Paulo, e precisamos entender como podemos contribuir ainda mais. Costumo brincar que o síndico é o vereador do prédio, então também queremos ajudar no trabalho que ele desenvolve dentro e fora do condomínio”, destacou a parlamentar.
Entre os próximos passos, a vereadora ressaltou a possibilidade de promover capacitações para profissionais que atuam na segurança dos condomínios, em parceria com a GCM, além de discutir medidas para reforçar a fiscalização do uso de patinetes, após relatos de que esses equipamentos estariam sendo utilizados em roubos.
“Identificamos que é preciso treinar as pessoas que prestam serviços de segurança nos condomínios. Vamos tentar elaborar um curso com a GCM para orientar sobre como identificar quem entra e sai, reconhecer suspeitos e preservar a cena de um crime. Também discutimos a questão dos patinetes e como podemos aprimorar a legislação, porque recebemos relatos de gangues utilizando esses equipamentos para roubar nas calçadas. Foram muitas questões discutidas hoje na comissão”, concluiu a vereadora.
Além da presidente da Comissão de Segurança, vereadora Amanda Vettorazzo (UNIÃO) e do vice, vereador Kenji Ito (PODE), a reunião contou também com a presença do vereador e Sargento Nantes (PP).
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