Mateus Soldan Entre a segunda e a quarta-feira (10/06), a fachada do Palácio Anchieta ficou iluminada na cor laranja em apoio ao Mês Mundial de Conscientização da Infertilidade, campanha internacional que busca ampliar o acesso à informação sobre saúde reprodutiva, prevenção, diagnóstico e tratamento das dificuldades para engravidar.
A iniciativa tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para um tema que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo um relatório divulgado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em 2023, cerca de uma em cada seis pessoas em idade reprodutiva enfrenta algum grau de infertilidade ao longo da vida. O dado evidencia a importância do assunto como um desafio global de saúde pública.
Desafio de saúde pública
A infertilidade é definida como a ausência de gravidez após 12 meses de tentativas, com relações sexuais regulares e sem o uso de métodos contraceptivos. Entre as causas mais frequentes estão fatores femininos, masculinos ou combinados, incluindo alterações hormonais, endometriose, obstruções das trompas, alterações na produção ou qualidade dos espermatozoides, além de condições relacionadas ao estilo de vida e ao avanço da idade reprodutiva.
A campanha também busca combater a desinformação e estimular a procura por orientação médica especializada aos primeiros sinais do problema. Além disso, promove o debate sobre direitos reprodutivos, acolhimento às pessoas que enfrentam dificuldades para ter filhos e ampliação do acesso aos tratamentos de reprodução assistida.
Mobilização internacional
Realizada anualmente em diversos países, a mobilização é frequentemente marcada pela iluminação de prédios públicos e monumentos na cor laranja, símbolo da conscientização sobre a infertilidade. No Brasil, o Congresso Nacional e outras instituições públicas já aderiram à iniciativa em diferentes ocasiões como forma de dar visibilidade ao tema.
Conscientização e acesso à informação
Com a iluminação especial do Palácio Anchieta, a Câmara Municipal de São Paulo reforça a importância da disseminação de informações confiáveis sobre saúde reprodutiva e do incentivo ao diagnóstico precoce, contribuindo para ampliar o debate sobre um assunto que impacta a vida de milhões de pessoas.