A Comissão Extraordinária de Segurança Pública da Câmara Municipal de São Paulo recebeu nesta terça-feira (26/5) o comandante da Idam (Inspetoria de Defesa Ambiental Represas) da GCM (Guarda Civil Metropolitana) Ambiental, Marcelo Alves Pereira, e o inspetor Rogério de Jesus.
A visita, atendeu a um requerimento de autoria da presidente do colegiado, vereadora Amanda Vettorazzo (UNIÃO), e teve como objetivo discutir a situação atual das invasões e construções irregulares no entorno das represas Billings e Guarapiranga, na zona sul de São Paulo.
“Infelizmente, nos últimos anos houve muitas invasões, o que causa sérios prejuízos ao meio ambiente, às represas e também à população. O crime acaba se aproveitando da dificuldade de acesso a essas áreas e, em alguns locais, havia até descarte de corpos, além de objetos. Por isso, o patrulhamento aquático realizado pela GCM Ambiental é extremamente importante”, comentou Amanda Vettorazzo.
A presidente do colegiado também ressaltou a importância da conscientização da população sobre o trabalho realizado pelos agentes da GCM Ambiental. “É fundamental que a população saiba que eles atuam na proteção das pessoas e do meio ambiente, além do trabalho de resgate de animais silvestres, muito frequente na região do Extremo Sul da cidade. É um serviço de grande relevância”, disse.
Na ocasião, o comandante Alves destacou que a GCM Ambiental conta atualmente com um efetivo de 64 agentes dedicados à proteção do meio ambiente, à fiscalização de APAs (Áreas de Preservação Ambiental), ao combate de ocupações irregulares e à preservação da fauna e da flora urbanas.
Entre os principais desafios apontados, ele citou a ausência de uma base de monitoramento na represa Billings — estrutura que já existe na Guarapiranga e que, segundo ele, contribuiu para tornar a situação na região mais estável e pacífica.
“São problemas antigos, que se arrastam há anos e que, infelizmente, hoje representam uma situação muito grave, principalmente na represa Billings. Atualmente, nossa unidade está instalada na represa Guarapiranga, mas seria fundamental a criação de um posto avançado também na Billings. Isso permitiria um trabalho mais efetivo, especialmente com o lançamento das embarcações na água, ampliando a capacidade de fiscalização e patrulhamento na região”, reforçou o comandante Alves.
Outro ponto levantado durante a reunião foi a questão do resgate de animais silvestres. O inspetor Rogério de Jesus explicou como funciona o atendimento durante o dia, mas destacou que o serviço se torna defasado no período noturno, o que acaba comprometendo e dificultando o trabalho das equipes.
“Durante o período diurno, o atendimento é realizado pelo Cemacas [Centro de Manejo e Reabilitação de Animais Silvestres], que conta com biólogos e veterinários responsáveis por receber esses animais. Já no período noturno, não há essa mesma estrutura disponível para o acolhimento. Quando o resgate é autorizado nesse horário, os animais permanecem acondicionados até a manhã seguinte, quando os veterinários e biólogos retornam para realizar o atendimento. Entendemos que essa limitação acaba prejudicando o processo de acolhimento e os cuidados prestados aos animais silvestres”, contou o inspetor Rogério.
Encaminhamentos
Diante das demandas apresentadas, o vereador Kenji Ito (PODE) – vice-presidente do colegiado – defendeu a elaboração de um relatório pela comissão para ser encaminhado também à Secretaria Municipal de Segurança Urbana. O parlamentar ainda elogiou o trabalho desempenhado pela GCM Ambiental na capital paulista.
“É um trabalho que não tem hora para acabar. Eles têm horário para começar, mas muitas vezes não têm previsão para terminar. Por isso, nada mais justo do que reconhecer e parabenizar o serviço prestado por essas equipes em benefício da cidade e da população de São Paulo”, parabenizou o vereador.
Caso Deolane
O vereador Kenji Ito também aproveitou o espaço para comentar sobre a investigação da polícia civil com o Ministério Público de São Paulo que resultou na prisão da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra. Ela é suspeita de lavagem de dinheiro, associação com o tráfico de drogas e de ter ligações com uma facção criminosa de São Paulo.
“Existem diversos indícios, a partir de levantamentos realizados pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, de que a influenciadora teria ligações, por meio de empresas localizadas no interior do estado, com o crime organizado. Segundo as investigações, essas empresas seriam de fachada. Diante disso, ficam registrados os cumprimentos ao Ministério Público e a todos os órgãos policiais envolvidos na operação”, comentou Kenji Ito.
Os vereadores Sargento Nantes (PP) e Keit Lima (PSOL) também participaram da reunião, que pode ser conferida na íntegra clicando aqui.
