A Comissão de Estudos do Sistema Zona Azul da Câmara Municipal de São Paulo, reunida nesta quinta-feira (27/08), recebeu como convidados Hélio Cerqueira Jr e Adélcio Antonini, respectivamente presidente e diretor de operações da Estapar Estacionamentos e Claudinei Barduque, da Goodmix.
Cerqueira explicou aos vereadores o controle e gestão do sistema de estacionamento rotativo público feito pelos parquímetros. A Estampar é concessionária do serviço em 11 municípios.
O presidente da empresa considerou o sistema das cartelinhas menos eficiente, além de permitir a intermediação. “O cidadão paga praticamente o dobro por esse serviço [das cartelinhas], existe o problema da falsificação. Há tecnologias complementares, mas nunca vão substituir o parquímetro, um sistema tão transparente”, argumentou.
No equipamento da Estapar, o motorista digita no ponto fixo o tempo pelo qual deseja estacionar (até o limite de duas horas), paga a tarifa e o equipamento emite o recibo. Para autuar os condutores que não pagam para estacionar na vaga regulamentada ou ultrapassam o tempo máximo informado existe o monitoramento por imagens, além de informações georreferenciadas. O órgão gestor municipal, munido das informações, fiscaliza e aplica a penalidade no infrator.
O relator da Comissão de Estudos, vereador Chico Macena (PT), perguntou a Cerqueira se iriam vingar as garagens subterrâneas com vagas de Zona Azul. Cerqueira disse não acreditar no êxito da ideia. A licitação para a construção delas, em regiões próximas a metrô e a corredores de ônibus, deve se realizar nas próximas semanas.
Talão e sistema eletrônico
Em seguida, Claudinei Barduque e Sérgio Soares, da empresa Goodmix – que opera 70% das vagas abrangidas pelo Sistema de Zona Azul, com acordo de cooperação com a CET – sustentaram as vantagens e a praticidade da Zona Azul Eletrônica, método que atende 2.700 vagas no bairro dos Jardins, numa experiência piloto.
Esse “cartão raspadinha” confere ao usuário uma senha cadastral para estacionamento. Pelo sistema eletrônico, por telefone celular se pode instalar um aplicativo, um programa, clicando num link que é enviado. Ou autorizar um débito por torpedo SMS e acionar o serviço (posteriormente o usuário recebe a quantia na fatura do seu aparelho móvel). O usuário também pode telefonar para a Central e informar a placa do seu veículo, desde que já se encontre cadastrado, e utilizar o crédito do seu cartão.
Chico Macena, amparado em estudos do Tribunal de Contas do Município (TCM), contou que o sistema eletrônico de Zona Azul teve pouca adesão, além de problemas técnicos. “Não fizemos divulgação em revista, jornais e televisão porque o sistema está em homologação e é só nos Jardins”, justificou Barduque.
Estiveram presentes à reunião, além do relator, os vereadores Celso Jatene (PTB), presidente; e Antônio Goulart (PMDB).
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Comissão da Zona Azul segue conhecendo experiências de estacionamento regulamentado
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