A Sessão Plenária desta quinta-feira (19/3) – conduzida pelo vereador João Jorge (MDB), 1° vice-presidente da Casa – foi marcada por discursos durante os comunicados de liderança. O parlamentar fez um resumo dos trabalhos da semana e declarou que a Casa deve receber nos próximos dias os nomes dos grandes devedores tributários da cidade.
Em conversa com a Rede Câmara SP, João Jorge informou que existe a expectativa de a Prefeitura entregar na semana que vem uma lista com os nomes dos grandes devedores de impostos da cidade. “Temos a informação de que os valores ultrapassam R$ 150 bilhões. Nosso orçamento está na casa dos R$ 135 bilhões por ano e a capacidade de investimento é de R$ 14 bilhões em 2026. Vamos denunciar aqui na Câmara quem são os grandes devedores”.
João Jorge disse que há empresas na capital paulista com débitos bilionários. De acordo com ele, rever os valores devidos é fundamental para investir em melhorias para a população. “Os bancos chegam a dever de R$ 20 a R$ 30 bilhões em impostos. O povo precisa saber disso. Os valores serão revertidos em saúde, educação, transporte, asfalto, obras contra enchentes, tudo a favor dos nossos cidadãos”.
O parlamentar ainda relatou que os últimos dias na Câmara Municipal foram voltados a discursos e posicionamentos sobre projetos em prol das mulheres. “Andamos preocupados com os casos de feminicídio, violência, agressão e estupro contra a mulher em nosso país”.
Comunicados de liderança
Entre os assuntos tratados pela vereadora Janaina Paschoal (PP), ela repercutiu a aprovação em 1° turno do PL (Projeto de Lei) 482/2025 – da vereadora Silvia da Bancada Feminista (PSOL) com coautoria de outros parlamentares. A votação aconteceu na Sessão Plenária de quarta-feira (18/3). O texto da matéria altera o nome da Rua Peixoto Gomide, localizada na Bela Vista e Jardim Paulista, região central da cidade, para Rua Sophia Gomide. Para ela, é preciso aprimorar a proposta e ampliar o diálogo com a população.
“Houve um embate em torno do nome de duas ruas, uma delas a Peixoto Gomide e a tentativa de renomear como Sophia Gomide por conta da história. Depois da primeira votação, fui alertada pela sociedade sobre a necessidade de ouvirmos os moradores. Eles me falaram que não estão felizes com a alteração devido à burocracia caso a nova identificação avance”, falou Janaina Paschoal.
Já o vereador Celso Giannazi (PSOL) destacou, mais um vez, os quatro anos de vigência do Sampaprev 2. O modelo previdenciário dos servidores municipais passou a cobrar uma alíquota de 14% sobre a remuneração dos aposentados e pensionistas da capital paulista.
“Aposentadorias e pensões foram confiscadas e ficaram com valores abaixo do teto do regime. O confisco de 14% reduziu o saldo do trabalhador que utilizava a porcentagem para comprar medicamentos, cesta básica e pagar uma condução. Era um dinheiro que ajudava na manutenção. Trabalhar por 40 anos e ganhar R$ 2,3 não tem o menor sentido. Podemos muito bem copiar outras cidades que barraram o confisco e sobreviveram”, destacou Giannazi.
Acompanhe a Sessão Plenária na íntegra neste link.
