Em Sessão Solene nesta segunda-feira (21/09), a Câmara Municipal de São Paulo premiou os vencedores da 21ª edição do Prêmio Paulo Freire de Qualidade do Ensino Municipal. Criado em 1998, o evento estimula e valoriza as iniciativas que contribuem com o processo de ensino-aprendizagem. O nome da iniciativa é em homenagem ao educador, pedagogo e filósofo brasileiro Paulo Freire (1921 – 1997).
A cerimônia, presidida pelo vereador Celso Giannazi (PSOL), foi realizada no Salão Nobre do Palácio Anchieta. O parlamentar é integrante da Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Casa. Ao todo, 12 projetos foram premiados com o primeiro, o segundo e o terceiro lugares em cada uma das quatro categorias: Educação Infantil; Ensino Fundamental I; Ensino Fundamental II e Ensino Médio; e EJA (Educação de Jovens e Adultos).
“É uma grande felicidade realizar a entrega de um dos principais prêmios da Câmara Municipal de São Paulo, que chega a 21ª edição. É uma noite muito importante, em que reconhecemos escolas que desenvolvem projetos político-pedagógicos fundamentais para a formação dos nossos bebês, das nossas crianças, dos nossos jovens e também dos adultos. São iniciativas que transformam vidas. É uma alegria muito grande poder reconhecer esse trabalho aqui na Câmara Municipal”, disse Giannazi.
Além de representantes da Comissão de Educação da Câmara, fizeram parte do júri profissionais do Conselho Municipal de Educação, do Instituto Paulo Freire, do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo), do Sinesp (Sindicato dos Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal de São Paulo), da SME (Secretaria Municipal de Educação), da Umes (União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo) e do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária).
Entre os critérios analisados, os jurados consideraram a promoção de aprendizagens diversificadas, a participação da comunidade, a inovação e a criatividade, o alcance dos objetivos, o alinhamento aos princípios de Paulo Freire, a forma e o conteúdo dos projetos.
“Em nome da comissão julgadora, agradeço e parabenizo todas e todos que inscreveram suas propostas nesta edição do Prêmio Paulo Freire. Cada história compartilhada representa um compromisso com a construção de uma educação transformadora. Parabéns a todos pelo trabalho e pela contribuição à educação”, disse Aline Fabre, representante do Cenpec na comissão julgadora do Prêmio Paulo Freire 2026.
A SME foi representada pelo secretário-adjunto da pasta, Samuel Ralize de Godoy. Ele destacou a importância da continuidade do Prêmio Paulo Freire na Casa. “É fundamental que iniciativas como essa continuem acontecendo. Espero estar aqui no ano que vem para conhecer os novos premiados e também acompanhar todas as experiências inscritas. Parabenizo, hoje, todos os participantes, que compartilharam seus projetos e suas histórias. Muito obrigado a todos”.
Sociólogo do Instituto Paulo Freire, Lutgardes Freire, filho do educador, também participou da cerimônia. “Como todos sabem, nós fomos exilados quando meu pai criou um método de alfabetização que não apenas ensinava adultos a ler e escrever, mas também resgatava sua dignidade e valorizava seu papel no mundo e na família. Fico muito contente em ver iniciativas que reconhecem a importância do diálogo na educação. Como ele dizia, a educação não acontece de cima para baixo: ela é dialógica, criativa e construída coletivamente”, destacou Lutgardes Freire.
Confira abaixo a lista completa com os vencedores divididos por categoria:
Categoria I – Educação Infantil
1º lugar: Projeto “É coisa de criança sim: transição e cultura digital na Educação Infantil”
Responsável: Gabriela Alves Camilo
EMEI Professora Clarice Benvinda Santos Silva
2º lugar: Projeto “Tematizando as práticas corporais na Educação Infantil – da perna de pau ao breaking”
Responsável: Cyndel Nunes Augusto
EMEI Monteiro Lobato
3º lugar: Projeto “Acolhendo Culturas: A Venezuela na Educação Infantil”
Responsáveis: Rosemeire Desiderio, Viviane Vieira Abreu de Souza e Janaína da Conceição Martins
CEU EMEI Casa Blanca
Categoria II – Ensino Fundamental I
1º lugar: Projeto “A terra que constrói histórias: casa de pau a pique e Mestre Vitalino”
Responsáveis: Marcela Mininel de Freitas, Viviane Batista Santos, Cristiane Barreto Lopes e Arnaldo Sousa Rodrigues
EMEF Professor Aldo Ribeiro Luz
2º lugar: Projeto “Desconectela – O melhor arquivo!”
Responsável: Joyce de Oliveira Silva Machado
EMEF Teresa Margarida da Silva e Orta
3º lugar: Projeto “Representatividade Feminina em Ação”
Responsável: Ana Cristina Batista da Silva
CEU EMEF Deputado César Arruda Castanho
Categoria III – Ensino Fundamental II e Ensino Médio
1º lugar: Projeto “Jogos do Conhecimento: tecnologia, colaboração e protagonismo estudantil na preparação para a Prova São Paulo
Responsável: Jefferson Vinícius da Silva Oliveira
EMEF Deputado Januário Mantelli Neto
2º lugar: Projeto “Linguagem musical”
Responsável: Ledir Roman de Melo Rodrigues
CEU EMEF Professora Alfa Beatriz dos Santos Nwosu
3º lugar: Projeto “Sebastião por Sebastião: olhares para e no território”
Responsáveis: Felipe Barbosa Dias, Efigênia Maria Pereira da Silva, Everton Barbosa Bertaglia e Gilson de Oliveira Mendonça
EMEF Desembargador Sebastião Nogueira de Lima
Categoria IV – Educação de Jovens e Adultos
1º lugar: Projeto “A matemática no dia a dia”
Responsável: Marina dos Santos Nunes
CIEJA Vila Maria/Vila Guilherme
2º lugar: Projeto “Oxente, Minha Gente – Encena EJA”
Responsáveis: André da Silva Freitas e Luciana Alves dos Santos
CEU EMEF Três Lagos
3º lugar: Projeto “Cadeira de rodas inteligente com modo autônomo”
Responsáveis: Selma Maria de Souza Jacome, Suzeli Vasconcelos Oliveira, Sônia Cristina de Oliveira e Carla Regina de Oliveira Alves
CEU EMEF Manoel Vieira de Queiroz Filho
Sobre o Prêmio
O Prêmio Paulo Freire de Qualidade do Ensino Municipal é entregue em 19 de setembro às unidades escolares que se destacam em ações e projetos que aprimoram a qualidade do ensino na rede pública municipal de São Paulo.
A premiação foi criada em 1998 por meio da Resolução 3/1998, proposta pelo ex-vereador Vicente Cândido. Os projetos são analisados por uma comissão de integrantes indicados por entidades e órgãos ligados à educação e ao meio estudantil.
O prêmio é uma homenagem ao educador do século 20, Paulo Reglus Neves Freire, nascido em 19 de setembro de 1921, no Recife, Pernambuco. Ele desenvolveu um método que leva o nome dele, tendo destaque a alfabetização de adultos. O professor, que também foi secretário de Educação da cidade de São Paulo entre 1989 e 1991, morreu em 2 de maio de 1997, aos 75 anos.
Clique aqui para conferir a íntegra da Sessão Solene de entrega do Prêmio Paulo Freire de Qualidade do Ensino Municipal 2026.
