Aprovado em primeira discussão na última quarta-feira, o PLO 09/09, do Executivo, que estipula teto dos subsídios do prefeito, vice-prefeito, secretários municipais e vereadores foi discutido, nesta terça-feira (18/08), em audiência pública da Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa da Câmara Municipal de São Paulo.
A chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Gestão, Maria Cristina Lopes, compareceu à audiência para justificar o projeto. Irene Batista, representante do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SINDSEP), também fez sua intervenção, reivindicando o aumento do piso dos servidores e não só a fixação do teto. “O trabalhador que ingressa hoje no serviço público tem como salário R$ 440,00, que é menos do que o salário mínimo. A gente mostra a tremenda injustiça que é feita contra esses trabalhadores e nada é feito. Os trabalhadores quando morrem deixam pensionistas e estes não recebem auxílio alimentação, auxílio transporte no seu vencimento final. Queremos tratamento igual para os demais trabalhadores, principalmente os de nível básico”, argumentou a representante da categoria que se fez presente ao debate.
“Nós estamos estabelecendo um teto para o funcionalismo. Os servidores vieram alertar o governo e a Câmara de que, se se discute o teto, precisaria discutir também o piso. Porque o piso de R$ 440 é muito baixo. Têm razão as entidades do funcionalismo em pleitear a discussão do piso salarial. Já está anunciado pelo Poder Executivo que virá o aumento do salário dos secretários, do primeiro escalão. Queremos também que aumente os de baixo”, salienta o líder do PT, vereador João Antônio, em entrevista à nossa reportagem.
“Há uma confusão de que, ao estabelecer teto salarial, se estabelece reajuste. O estabelecimento de teto é dizer que nenhum servidor público pode receber mais do que aquilo. Vamos deixar claro que depois do processo de transparência feito pela administração, agora vem a fixação do teto. Reajuste de salário de prefeito é o Parlamento que apresenta, não pode ser fixado pelo Executivo”, destaca o líder do governo, José Police Neto (PSDB), à nossa reportagem.
Representantes das entidades do funcionalismo reclamaram do reajuste de apenas 0,01% do ordenado dos servidores do nível básico. Os vencimentos do primeiro escalão da administração municipal não podem extrapolar os 90,25% do subsídio mensal dos ministros do Supremo Tribunal Federal.
|
Audiência pública discute fixação do teto dos vencimentos dos servidores municipais
Categorias
Outras notícias relacionadas
Comissão de Educação avança projeto sobre programa de saúde mental nas escolas
Na tarde desta quarta-feira (17/06), a Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Câmara Municipal de São Paulo analisou uma pauta com 18 projetos – um deles foi adiado. O colegiado também aprovou nesta tarde cinco requerimentos. Entre as matérias com pareceres aprovados está o PL (Projeto de Lei) 187/2025, da vereadora Amanda Vettorazzo (UNIÃO). O... »
Atualizado em 17/06/2026 - 16h52CCJ dá aval a projetos sobre educação, saúde e assistência social
A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa) se reuniu nesta quarta-feira (17/06) para apreciar uma pauta com 95 itens. Foram 78 PLs (Projetos de Lei), 15 PDLs (Projetos de Decreto Legislativo) e dois PRs (Projetos de Resolução). No total, 72 propostas receberam aval do colegiado. Boa parte das matérias propõe títulos e honrarias,... »
Atualizado em 17/06/2026 - 16h03Audiência de Política Urbana debate projeto de requalificação com incentivos fiscais
Nesta quarta-feira (17/06), a Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente promoveu uma audiência pública sobre projetos de iniciativa de vereadores. Na pauta, 14 propostas relacionadas a temas como limpeza urbana, edificações e regularização fundiária, infraestrutura urbana e mobiliário público, arborização, proteção e bem-estar animal e a criação de pesqueiros públicos. Entre os PLs... »
Atualizado em 17/06/2026 - 16h03.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)