Opinião: Um problema chamado feira livre

VEREADOR RICARDO TEIXEIRA (DEM)

Todo mundo gosta de ir à feira livre para comprar frutas, verduras e legumes frescos, comer pastel e tomar caldo de cana.  O contato direto com o vendedor e os preços baixos são os maiores incentivos. Porém, ninguém quer a feira na porta da sua casa.

Acredito que as feiras livres são importantes para o comércio na cidade. Em São Paulo, segundo dados do Sindicato do Comércio Varejista dos Feirantes, há quase mil feiras livres, que empregam mais de 10 mil pessoas.

No entanto, é preciso remodelar esse sistema que remonta ao início do século XX. Por isso, criei o projeto de lei 660/2019, que prevê um rodízio de ruas para a instalação de feiras livres. É importante que o comércio esteja próximo da residência, mas é imprescindível que não atrapalhe a vida de somente uma determinada via de acesso. Lembrando que, em dia de feira, os veículos têm de ficar fora das residências, os ônibus têm de mudar o trajeto, e o trânsito é impedido, levando a retornos, muitas vezes, ruins para o bairro.

Se cada um contribuir e fizer sua parte, podemos diminuir os transtornos causados pelo espaço da via ocupado. Além, de perpetuar na história um ponto comercial tão importante e que é a cara de São Paulo. Afinal, quem não gosta de um pastel e um caldo de cana?

 

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