Crise financeira do Hospital São Paulo é tema de debate na Comissão de Saúde

[/media-credit] Comissão pretende acompanhar negociações sobre repasse de verbas ao Hospital São Paulo

DA REDAÇÃO

Em 2010, o Hospital São Paulo, vinculado a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), passou a receber verba do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais, o REHUF. Em abril deste ano, o repasse foi suspenso, sem comunicação prévia, segundo a diretoria do centro hospitalar. Localizado na Vila Clementino, zona sul da cidade, o Hospital São Paulo realiza mais de três milhões de atendimentos anuais, 97 % deles dedicados aos pacientes do (SUS) Sistema Único de Saúde.

Essa crise que o Hospital São Paulo enfrenta foi debatida nesta quarta-feira (20/9) na reunião da Comissão de Saúde da Câmara Municipal.

Soraya Smaili, reitora da Unifesp, explicou que o Ministério da Saúde entende que, por seu um hospital privado, que tem uma natureza filantrópica, essa propriedade privada não poderia ser um hospital universitário federal. “Então esse entendimento, foi o entendimento deles, nós estamos colocando o nosso entendimento jurídico e técnico e estamos buscando uma proposta de conciliação para que o hospital volte a ser reconhecido como um hospital universitário.”

A reitora da Unifesp afirmou ainda que o pronto socorro, que só no ano passado chegou a atender 376 mil pessoas, recebe, desde abril, apenas casos de urgência e emergência por conta da crise. Agora, a administração do hospital tenta negociar uma verba municipal para reverter parte da situação.

A vereadora Sâmia Bomfim (PSOL), que presidiu a reunião, disse que a Câmara deve acompanhar de perto as negociações.

“A gente pode junto a Procuradoria da Câmara estudar se nós não conseguimos destinar uma dotação  orçamentária específica para o hospital. Além disso, acompanhar esse processo de negociação, que já está em aberto, junto ao secretário de Saúde para dar um repasse específico de um milhão e meio, que é o quanto ele está estudando passar para que possa pelo menos desafogar um pouco o atendimento primário do hospital.”

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