Audiência discute Casa da Mulher Brasileira, criada para acolher vítimas de violência

Luiz França / CMSP

Audiência pública da Casa da Mulher Brasileira (07/11).

KAMILA MARINHO
DA REDAÇÃO

A Comissão de Direitos Humanos e Cidadania realizou, nesta quinta-feira (7/11), Audiência Pública sobre os serviços de assistência social que serão realizados pela Casa da Mulher Brasileira na cidade, com inauguração prevista para este mês.

Iniciativa federal, o Programa Casa da Mulher Brasileira foi instituído em 2013 para atender mulheres vítimas de violência doméstica, por meio da prestação de serviços especializados. As cidades de São Luís (MA), Curitiba (PR), Campo Grande (MS) e Brasília (DF) já possuem unidades do equipamento público.

O requerimento para a discussão do tema foi feito pela vereadora Juliana Cardoso (PT), integrante da comissão, que lamentou a ausência de representantes da Prefeitura de São Paulo. “É um desrespeito com a nossa comissão. Já está recorrente, por parte da Secretaria de Assistência Social, não comparecer em Audiências Públicas quando são convidados”, afirmou Juliana.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos, o vereador Eduardo Suplicy (PT) reforçou as palavras de Juliana Cardoso: “O propósito desta reunião era justamente conhecer os trabalhos da Casa da Mulher Brasileira. Por isso, convido a quem quiser se juntar a nós, a fazermos uma visita à sede da unidade e tentarmos conversar com os representantes do Executivo e do Ministério Público”, disse Suplicy.

Luiz França / CMSP

Na capital paulista, a inauguração está marcada para a próxima segunda-feira (11/11), no bairro do Cambuci. No espaço estão previstos serviços de acolhimento, triagem, apoio psicológico e uma delegacia especializada de atendimento, além de um juizado especializado em violência doméstica familiar.

A vereadora Soninha Francine (CIDADANIA) também falou sobre os serviços da unidade. “Além de todos os repasses de recursos, é preciso saber de esferas diferentes. É preciso um olhar especial sobre o papel do Ministério Público, da Defensoria, Polícia Militar e órgãos que vão trabalhar no equipamento de atendimento às mulheres”, afirmou a vereadora.

Já a representante da Marcha Mundial das Mulheres, Sônia Coelho, enfatizou a necessidade de fortalecer a rede de enfrentamento aos casos de violência: “Precisamos de um conselho gestor para administrar a Casa [da Mulher Brasileira]. É necessário acompanharmos desde as denúncias, boletins de ocorrências e equipes multidisciplinares de saúde, investigação e judicial”, disse Sônia.

 

 

 

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