Ao prestar esclarecimentos, nesta terça-feira (06/04), à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para Averiguar e Apurar Eventual Deficiência no Desempenho das Competências Outorgadas à Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), o médico João Ladislau Rosa, do Conselho Regional de Medicina (CRM) disse entender que o órgão ainda não tem uma estrutura adequada. Rosa acha que uma equipe de mil agentes fiscais é insuficiente para verificar as condições dos serviços prestados pelos 15 mil estabelecimentos de saúde existentes no município de São Paulo. “A Covisa não fiscaliza somente os estabelecimentos de saúde, mas farmácias, bares, restaurantes e clínicas de estéticas e essa estrutura de mil funcionários ainda é pequena para vistoriar toda essa gama de áreas que o órgão tem de atuar. Além de fiscalizar, a Covisa tem de garantir o controle das epidemias e endemias que hoje estão ai nos atingindo, como a gripe H1 N1 e dengue”, destacou o representante do CRM.
Ele lembrou que a vigilância antes era realizada pelo Estado e que foi municipalizada em 2005. “A Covisa tem apenas cinco anos de história e leva tempo para se compor de maneira adequada, formar os profissionais. A simples contratação de técnicos não resolve. Tem de se formar as pessoas, pois é um trabalho técnico de alta complexidade. É um trabalho demorado para se montar uma estrutura fiscalizadora eficiente”, completou.
Rosa esclareceu que o Departamento de Fiscalização do CRM verifica o exercício da profissão do médico. “Ao fiscalizar o médico nós temos de conhecer as condições de trabalho a que ele é submetido. A nossa fiscalização diante de uma denúncia de uma má pratica médica procura o hospital ou a clínica onde ele trabalha e se houver irregularidade nós notificamos a Covisa para que ela autue o estabelecimento de saúde. Nós autuamos o médico.”
No ano passado, o CRM de São Paulo realizou 946 fiscalizações, sendo que 5% das irregularidades encontradas foram encaminhadas à Covisa, que possui seus procedimentos próprios para multar, solicitar correção.
Participaram da reunião os seguintes vereadores: Aurélio Miguel (PR), Paulo Frange (PTB), Noemi Nonato (PSB), Milton Ferreira (PPS), José Police Neto (PSDB), José ferreira Zelão (PT), Gilson Barreto (PSDB), Sandra Tadeu (DEM) e Jamil Murad (PCdoB).
|
Representante do CRM acha que estrutura da Covisa é insuficiente
Categorias
Outras notícias relacionadas
Banco Rabobank negocia dívida de R$ 124 milhões com a Prefeitura após criação de força-tarefa da CPI dos Devedores
Além de informar a quitação do débito da instituição financeira, o colegiado prorrogou os trabalhos de apuração dos devedores por mais 120 dias.
Atualizado em 17/09/2026 - 18h52CPI ouve presidente do Jockey Club e prorroga trabalhos por mais 120 dias
Nesta terça-feira (08/09), vereadores da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Jockey Club ouviram o presidente da instituição e aprovaram quatro requerimentos. Entre as solicitações aprovadas está a prorrogação dos trabalhos do colegiado por mais 120 dias. A CPI investiga possíveis irregularidades nas atividades do Jockey Club de São Paulo, incluindo eventuais dívidas tributárias, negociações... »
Atualizado em 08/09/2026 - 16h13


