Plenário da Câmara aborda desmatamento na zona sul de São Paulo

André Moura/CMSP

Sessão Plenária desta terça-feira (25/6)

MARCO ANTONIO CALEJO
DA REDAÇÃO

Na sessão plenária desta terça-feira (25/06), vereadores trataram de diligência do Comitê de Chuvas e Enchentes da Câmara Municipal de São Paulo, realizada em 13 de junho para apurar denúncias de desmatamento e venda ilegal de lotes em áreas de Parelheiros e Grajaú, na zona sul da capital paulista. A intenção dos parlamentares é cobrar mais fiscalização dos governos estadual e municipal para evitar crimes ambientais.

Por sugestão do vereador Gilberto Natalini (PV), reportagem produzida pela TV Câmara, que acompanhou a vistoria dos parlamentares, foi exibida no painel do Plenário 1° de Maio durante a sessão. Para Natalini, o assunto é de interesse de todos os paulistanos, já que o desmatamento provoca prejuízos ao meio ambiente e à saúde da população. “Tirando aquelas árvores, o clima de São Paulo sofrerá uma mudança muito grande. E tem a questão das chuvas porque Parelheiros regula o regime de chuvas. O desmatamento também vai fazer com que a poluição piore”, explicou Natalini.

O vereador Adílson Amadeu (PTB), que também participou da diligência, lamentou o cenário “lastimável” encontrado pelos parlamentares. “O que nós vimos lá, realmente, é quadrilha trabalhando, passando por cima da vegetação e construindo com centenas de pessoas dando essa liberdade”, afirmou Amadeu.

O vereador Milton Ferreira (PODE) também usou a tribuna do Plenário para destacar as impressões registradas nas áreas desmatadas. “Podemos verificar crimes ambientais graves, como cortes irregulares de árvores. Já existia uma clareira em estágio avançado, conforme os registros fotográficos”, afirmou Ferreira.

Já a vereadora Soninha Francine (CIDADANIA23) ressaltou os prejuízos ambientais decorrentes da perda de vegetação. Segundo Soninha, as consequências são negativas e de longo prazo. “Quando você suprime mata nativa, elimina o habitat de inúmeras espécies animais. Com esse ataque à fauna e à flora, você enfraquece todo o ecossistema”, afirmou a parlamentar.

De acordo com o vereador Gilberto Nascimento Jr. (PSC), que lembrou a crise hídrica vivida por São Paulo em 2014, os crimes cometidos contra o meio ambiente prejudicam o abastecimento de água de milhões de habitantes da Grande São Paulo. “É uma tristeza ver o que vimos ali naquele dia. No caminho, já começamos a entender a maldade destes criminosos. Nos pontos de ônibus, havia cartazes com preços [dos lotes] absurdamente baixos”, afirmou Nascimento Jr.

A ação dos responsáveis pelas invasões irregulares no extremo sul da cidade também foi criticada pelo vereador Fernando Holiday (DEM). “Temos um problema ambiental gravíssimo e que impacta diretamente na vida das pessoas. E temos uma diminuição na qualidade do ar por conta do desmatamento desenfreado”, afirmou Holiday.

Para o vereador Milton Leite (DEM), diante do problema de habitação na cidade, algumas pessoas se aproveitam da situação para vender terrenos irregulares. “No momento em que falta habitação a estas famílias, os oportunistas usam da boa fé do comprador para vender uma fração ideal. E eles colocam o cidadão na situação de crime”, concluiu Leite.

Projeto de Lei 616/2018

Cinco substitutivos ao PL (Projeto de Lei) 616/2018, que prevê abono salarial aos servidores municipais, foram apresentados pelo Executivo e pelos vereadores Alfredinho (PT), Cláudio Fonseca (CIDADANIA23), Police Neto (PSD) e Toninho Vespoli (PSOL).

Com o término do tempo regimental previsto para tramitação dos substitutivos no Congresso de Comissões, de 75 minutos, o parecer favorável ou contrário aos textos ficou pendente. Diante disso, um novo Congresso de Comissões deverá ser agendado para que os substitutivos possam ser instruídos e votados em sessão plenária proximamente.

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