Diretor da Enel presta esclarecimentos à CPI das Concessionárias 

Afonso Braga | REDE CÂMARA

MARIANE MANSUIDO
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Em reunião nesta terça-feira (15/9), a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Concessionárias recebeu o diretor de Relações Institucionais da Enel, Marcos Augusto Mesquita, para prestar esclarecimentos sobre o convênio da empresa com a Prefeitura de São Paulo, em especial, no que se refere à poda de árvores.

A CPI investiga a responsabilidade das empresas de concessão de serviços públicos na capital paulista, como água, telecomunicação, gás e energia elétrica, e também apura a qualidade dos serviços, as obras inacabadas e as cobranças de taxas.

De acordo com os vereadores, há reclamações de que a Enel não está cumprindo todas as determinações do contrato em relação às podas, e que também há indeferimentos em pedidos que foram autorizados pela Prefeitura.

Segundo Mesquita, a Enel tem hoje seis mil solicitações de podas de árvores, mas que estão dentro do prazo para atendimento, que é de até 90 dias. “Não consta para a Enel que estejamos descumprindo qualquer termo do convênio”, declarou Mesquita. “Não há nenhuma consideração por parte da Prefeitura de São Paulo, que tenhamos recebido, de que a empresa esteja falhando em algum item”.

Também de acordo com o diretor de de Relações Institucionais da Enel, assumir a responsabilidade de realizar as podas no município foi um ato de “conveniência”. “Para a manutenção da nossa rede, pois poderíamos tranquilamente não fazer a poda, mas seríamos obrigados a desligar a rede a cada necessidade da Prefeitura para fazer o serviço”, explicou Mesquita. Ainda segundo ele, as equipes técnicas seguem as normas da Prefeitura.

Para o presidente da CPI,  vereador Xexéu Tripoli (PSDB), a Enel também falha na remoção dos entulhos após realizar a poda de árvores. “A gente vê que, às vezes, o entulho fica três, quatro, cinco dias, uma semana, e isso não deveria acontecer”, argumentou Tripoli.

De acordo com Mesquita, é possível que o processo de remoção dos entulhos apresente algum problema, já que são realizadas, em média, 180 mil podas por ano.

Fiação subterrânea

Os parlamentares também questionaram sobre as metas da Enel para a fiação subterrânea na cidade, assunto que faz parte de muitos planos de governo da Prefeitura de São Paulo. Segundo Mesquita, a capital paulista já conta com 52 quilômetros de rede elétrica enterrada, mas que esse é um serviço caro.

“1 km de rede aérea custa em média R$ 250 mil para ser implantada. Já 1 km de rede enterrada custa de R$ 3 a R$ 5 milhões para ser efetivada”, explicou Mesquita. “Para nós, seria uma maravilha se tudo fosse enterrado, mas ninguém conseguiria pagar essa conta”.

Além da prioridade para a fiação área, determinada por lei federal, Mesquita explicou que a rede subterrânea na cidade é implantada em locais que demandam alta tensão de energia, compensando o investimento realizado.

Também estiveram presentes o diretor de Mercado da Enel, André Oswaldo dos Santos, e o responsável pela área de Engenharia da empresa, Fernando Andrade. O vice-presidente Gilberto Nascimento Jr. (PSC) e o relator Rodrigo Goulart (PSD) também participaram dos debates.

 

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