Combate a enchentes é bandeira de Campo Limpo, defende subprefeito

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Subprefeito de Campo Limpo, Sérgio Roberto dos Santos

Roberto Vieira
DO CEU CAMPO LIMPO

Durante a sessão pública do Câmara no Seu Bairro, o subprefeito do Campo Limpo, Sérgio Roberto dos Santos, apontou o problema de drenagem da região como sendo uma das principais bandeiras da gestão. Santos afirmou que a subprefeitura faz um trabalho de prevenção, mas admite não ser o suficiente.

“A única coisa que nos é possível fazer, sem falar na canalização total de um córrego, que é a solução definitiva, é providenciar a limpeza para que a drenagem seja mais rápida. Mas quando você trabalha apenas com a limpeza seu esforço acaba sendo ingrato, porque a gente mantém o local limpo, mas na primeira chuva a sensação é de que o serviço nunca foi feito”, lamentou.

O comerciante Marcos Mendes, 79, que mora há mais de 50 anos próximo ao córrego Pirajussara, veio ao CEU Campo Limpo ouvir os parlamentares sobre este problema, que segundo ele, amedronta os moradores do local, em especial, no período do ano compreendido entre janeiro e março, quando a propensão às chuvas em São Paulo é maior.

“Tem umas casas lá no local que depois destas chuvas só não foram arrastadas porque tem uma árvore que impediu. Eu sou comerciante e colocaram placas pela região convidando a população a participar hoje. Eu estou aqui para ouvir e ver se haverá algum encaminhamento sobre essa questão, inclusive quero saber também sobre a construção de uma ponte na divisa de São Paulo com Taboão da Serra”, afirmou Mendes.

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Funcionários recolhem propostas e reclamações dos moradores do bairro para repassar aos vereadores

“E muito triste você ir a um local e ver a casa de uma pessoa que foi atingida por enchente. Se a gente conseguir resolver esse problema aqui em Campo Limpo, eu não tenho duvidas de que essa administração entrará para história como aquela que resolveu o principal problema da região”, afirmou Santos.

O subprefeito também comentou sobre outro assunto que está na boca da população: a demanda por creches. “A gente tinha algumas questões relacionadas a solução das vagas que estavam paradas, como construção de novas creches e obtenção de novos terrenos. Mas isso não é rápido, infelizmente. Podemos dizer que algumas creches estão sendo construídas e pretendemos resolver de vez ou minimizar a demanda de vagas”, argumentou.

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Moradores tiveram até 3 minutos para falar durante a Tribuna Popular

É o que espera Zuleide Antônia Risso, supervisora escolar em Campo Limpo. “Nós temos um número aproximado de 20 mil crianças aguardando vagas em toda a subprefeitura. Essa é a nossa principal reivindicação e cada dia que passa esperamos que a solução chegue logo”, afirmou a especialista.

O vereador Reis (PT), presidente da Comissão de Educação da Câmara, também falou sobre o tema. O parlamentar citou exemplos de melhorias promovidas após trabalho da Comissão e reforçou a necessidade de se debater cada vez mais a falta de vagas no ensino em geral.

“Nós visitamos alguns equipamentos aqui da região como a escola Jorge Americano, que tinha vários problemas de vazamento e estrutura. Nós oficiamos o Executivo e várias intervenções foram feitas. No ‘Sinésio Rocha’ também, escola foi totalmente reformada. Em breve chamaremos uma grande audiência pública pra discutir a questão de falta de vagas no ensino infantil”, finalizou.

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