Segurança Pública: Associação que acolhe gestantes em situação de vulnerabilidade pede mais segurança no entorno

Por: FELIPE PALMA
DA REDAÇÃO

9 de junho de 2026 - 14:42
Três vereadores sentados atrás de bancada clara com microfones e plaquetas nominais. Fundo com pintura colorida abstrata e iluminação interna uniforme.Lucas Bassi | REDE CÂMARA SP

A Comissão Extraordinária de Segurança Pública se reuniu nesta terça-feira (09/06) para repercutir questões de segurança pública da cidade, além de ouvir uma representante da associação Amparo Maternal. Responsável por acolher gestantes, mães e bebês, de forma integral, a rede de apoio oferece residência e atendimento especializado para a reinserção social das acolhidas.

A vereadora Amanda Vettorazzo (UNIÃO) explicou que o convite veio após visita à instituição e a necessidade de melhorar questões de segurança internas durante o acolhimento. Ela afirmou ser preciso ampliar as rondas da GCM (Guarda Civil Municipal) aliada à assistência do Smart Sampa.

“Eles prestam um trabalho a mulheres em vulnerabilidade, muitas delas passam por violência doméstica e estão grávidas. Ali é o refúgio para conseguirem sobreviver, então é um trabalho muito importante na região da Vila Mariana. Vi as muitas dificuldades em torno da segurança, além de problemas estruturais. São muitas vítimas, inclusive refugiadas que viviam sob pressão em seus países. Precisamos dar condições melhores de segurança a elas.”

A organização trabalha com um legado no acolhimento de gestantes e bebês em vulnerabilidade social. Lorenna Pirolo, diretora-presidente da Amparo Maternal, destacou os serviços ao longo de quase 87 anos em São Paulo e os cerca de 100 atendimentos realizados diariamente.

“A ideia é que com todo o apoio integral, as mulheres possam sair em condição qualificada e reconstruam projetos de vida. Nosso serviço de saúde, atualmente, é terceirizado por conta de questões financeiras. As mães são intermediadas via SMADS [Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social]. Elas buscam abrigo e esperança podendo permanecer com a gente por dois anos em média. Vai além de um teto, pois é necessário reconstruir uma história.”

Representante da associação, Lorenna Pirolo também apresentou números. O atendimento realizado gera a saída qualificada de 85% das mulheres que podem, assim, retomar suas vidas com dignidade e respeito. No entanto, a preocupação é com a segurança delas durante o período de convivência.

“Nós temos uma frequência de agressores nos arredores, tentado intimidar e invadir o local. 50% das mulheres que atendemos registraram boletins de ocorrência e possuem medida protetiva contra agressores. A instituição e os parceiros não possuem segurança na porta, uma guarda. Preocupação com os aliciadores que nos rodeiam e precisam ser afastados, por isso a demanda é importante neste processo de assistência social, onde dignidade e segurança são pilares de direito.”

Operação da ROMU

Os parlamentares também aprovaram um requerimento do vereador Kenji Ito (PODE) para convidar representantes da ROMU (Rondas Ostensivas Municipais) a participarem de uma próxima reunião da comissão. Na ocasião, eles deverão ser homenageados e comentar uma operação de combate ao tráfico de drogas realizada em maio na cidade de São Paulo.

Participaram da reunião, que pode ser vista aqui, os vereadores Amanda Vettorazzo (UNIÃO) – presidente, e Kenji Ito (PODE) – vice-presidente, além de Dheison Silva (PT), Keit Lima (PSOL) e Sargento Nantes (PP).

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