Problemas no serviço 156 para agendamentos no HSPM são debatidos em Audiência Pública

Por: EMANUEL BELMIRO
DA REDAÇÃO

11 de maio de 2022 - 17:33
André Bueno | REDE CÂMARA SP

A Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher realizou nesta quarta-feira (11/5) uma Audiência Pública para discutir a dificuldade que os servidores públicos municipais vêm enfrentando quando precisam marcar consultas ou exames no HSPM (Hospital do Servidor Público Municipal) através do serviço 156. A iniciativa da audiência foi da vice-presidente da Comissão, vereadora Juliana Cardoso (PT).

Servidores, entidades de defesa da categoria e representantes da Secretaria Municipal de Saúde participaram do debate e manifestaram sua insatisfação quanto aos agendamentos de consultas e exames no HSPM por meio do serviço 156, que é feito desde 2012. É o caso de Omar Braga Mendonça, que tem 78 anos e é servidor municipal aposentado, e que está há dois anos tentando marcar uma consulta no hospital. “Eu sofro com uma hérnia inguinal e não consigo marcar pelo 156 uma consulta com o estou tentando marcar consulta com um gastrocirurgião. Nesses dois anos de pandemia não obtive retorno sobre a minha consulta nessa especialidade”, denunciou ele.

Para a servidora Flávia Anunciação, o serviço sempre foi falho, porém nós últimos anos piorou ainda mais. “Hoje o 156 mais prejudica que facilita o acesso dos servidores a saúde. Simplesmente estamos sem o nosso direito de acesso a saúde garantidos. Está mais do que comprovado que este sistema não serve mais para agendamento de consultas e exames”, afirmou Flávia.

A representante do Sindsep (Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo), Lourdes Estevão, considera a situação um descaso com relação a saúde do servidor público municipal e cobrou soluções imediatas para resolver o problema de marcações do 156. “Para que o servidor público possa atender bem a população ele precisa estar saudável. Muitos dos servidores tiveram Covid e a maioria deles estão sofrendo com sequelas dessa doença e mais do que nunca precisando do HSPM”, ressaltou Lourdes.

O representante da Aprofem (Sindicato dos Professores e Funcionários Municipais De São Paulo), João Luiz Martins, reclamou da estrutura do serviço de marcação e classificou o sistema 156 como obsoleto. “É inconcebível que esse sistema tão arcaico continue funcionando. Hoje já existem outras ferramentas bem mais eficientes para que estas marcações de consultas e exames possam ser feitas e o município já dispõe desses meios”, acrescentou ele.

O representante da Secretaria Municipal de Saúde, Ivan Cáceres, ressaltou as reformas e ampliações estruturais que foram feitas no HSPM nos últimos anos, mas admitiu que a marcação de consultas e exames dos servidores pode ser melhorada e adiantou as mudanças que serão realizadas no serviço. “Em primeira mão eu adianto que já está em teste uma plataforma específica do HSPM onde o servidor poderá marcar suas consultas e exames de maneira mais prática. Ela vai funcionar como o e-saúde que utilizado pela população e é uma ferramenta bastante exitosa”, afirmou Cáceres.

A superintendente do HSPM, Elizabete Michelete, também acompanhou, de maneira virtual, a Audiência Pública, mas por problemas técnicos não conseguiu se manifestar na reunião, o que levou a vereadora Juliana Cardoso a defender a necessidade de se realizar um novo encontro, desta vez com a participação presencial da própria superintendência do Hospital acompanhada do representante da Secretaria Municipal de Saúde. “Precisamos fazer uma reunião dando continuidade ao que foi discutido aqui nessa audiência pública, mas desta vez contando com a participação presencial da superintendência e com o Ivan para que possamos chegar a uma  solução. Ou se melhora o 156 ou se faz um aplicativo, mas precisamos de uma solução urgente para este problema”, ressaltou a parlamentar.

Também participaram da Audiência Pública, que pode ser conferida na íntegra abaixo, os vereadores Professor Toninho Vespoli (PSOL) e Luana Alves (PSOL).

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