Prefeitura não vai construir mais CEUs

Juvenal Pereira
Audiência Pública - Comissão de Finanças
O secretário da Educação confirmou que a Prefeitura vai concluir os CEUs, cuja obra já foi iniciada, mas a rede será mantida em 46 unidades.

 

O secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, anunciou hoje (17/11), durante a audiência pública da Comissão de Finanças da Câmara Municipal, que debateu o Orçamento de 2009, que a Prefeitura não irá construir mais Centros de Educação Unificados, os chamados CEUs, pois “não será prioridade desta administração”.
 
Ao detalhar o orçamento para os vereadores, Schneider revelou que no próximo ano serão aplicados R$ 191 milhões para novas construções e R$ 65 milhões para reformas e ampliações de escolas. E explicou: “Houve uma redução no valor no item construções porque nós não vamos – pelo menos no ano que vem – iniciar a construção de novos CEUs, a obra mais cara que nós temos. Só para se ter uma idéia, o CEU Feitiço da Vila custou R$ 30 milhões. Até o custeio dessas unidades é muito maior do que das demais unidades escolares.
 
Só com operação e manutenção dos CEUS, estima-se que o governo municipal gastará R$ 260.330,551,00, isso significa um aumento de 25,2% a mais do que em 2008
 
O secretário da Educação confirmou que a Prefeitura vai concluir os CEUs, cuja obra já foi iniciada, mas a rede será mantida em 46 unidades.
 
Schneider prometeu criar 20 mil vagas nas creches – 15 mil na rede conveniada e 5 mil na rede direta. De acordo com o orçamento está previsto gastos, em 2009, de R$ 256.003.844,00, isto é, 5,5% a menos do que em 2008.
 
Com relação ao fornecimento de uniformes e material escolar para as crianças matriculadas nos Centros de Educação Infantil deverão ser gastos R$ 20 milhões, 42,9% a mais do que em 2008. Indagado pelo vereador Paulo Fiorilo (PT) porque houve esse aumento, o secretário não souber responder.
 
Leve-leite
 
As latas de leite em pó fornecidas pela Prefeitura dentro do Programa Leve-Leite não serão mais entregues nas escolas pelas professoras. “O leite deverá será enviado pelos Correios. A ECT ficou de nos apresentar um projeto dentro de seis meses para fazer a entrega, pois precisa contratar mais pessoas e arrumar galpões para armazenar o leite”, informou Schneider. “As escolas não possuem locais para armazenar e as professoras devem se dedicar ao ensino e não a entrega de latas.”
 
Os vereadores Paulo Fiorilo (PT), Netinho (PSDB), Miltom Leite (DEM), Paulo Frange (PTB), Eliseu Gabriel (PSB) e as vereadoras Mara Gabrilli (PSDB) e Claudete Alves (PT) argüiram o secretário.

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Audiência Pública
Schneider não respondeu algumas perguntas dos vereadores
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Alexandre Schneider, secretário da Educação

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