Moradores de Aricanduva pedem mais ZEIS e preservação do verde

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Moradores dos distritos de Aricanduva, Carrão e Vila Formosa participaram da audiência pública
Foto: Mozart Gomes / CMSP

 

DA REDAÇÃO

Com a previsão de eixos de transformação urbana permitindo adensamento, a preocupação dos moradores da subprefeitura de Aricanduva é a baixa classificação de ZEIS (Zona Especial de Interesse Social) e a preservação das áreas verdes, de acordo com o que foi registrado na Audiência Pública que discutiu a revisão da Lei de Zoneamento, realizada na manhã de sábado (19/9), na zona leste da capital.

O Projeto de Lei (PL) 272/2015, que revisa a Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, determina que boa parte do mapa que contempla os distritos de Aricanduva, Carrão e Vila Formosa sejam ZM (Zona Mista), onde são permitidas ocupações residenciais e de comércios de pequeno porte.

Outra parte significativa do território são destinadas às ZEUP (Zona Eixo de Estruturação da Transformação Urbana Previsto), áreas no entorno do futuro trajeto da linha 15 Branca do Metro e da Avenida Aricanduva, onde encontram-se os corredores de ônibus. E também uma área ZPI (Zona Predominantemente Industrial) na divisa com São Matheus e Itaquera.

“A Lei de Zoneamento traz uma nova perspectiva a esta região. Das subprefeituras da zona leste, esta talvez seja uma das que mais terão oportunidades de desenvolvimento em curto prazo. Pela implantação das opções de transporte público e pelo perfil do solo que permite este adensamento”, afirmou o relator do projeto, vereador Paulo Frange (PTB).

Apesar da previsão de desenvolvimento alguns moradores questionaram a pouca presença de áreas destinadas à moradia popular. “Terrenos como o da Rua Floriza, no Jardim Vila Formosa, um campo de futebol que está abandonado há muito tempo poderiam ser destinados às ZEIS. É um dos espaços grandes que pode com certeza abrigar as muitas famílias que vivem por aqui ainda sem teto”, defendeu a moradora Raquel Correia da Silva, do Movimento de Moradia para Pessoas Sem Teto.

O verde de Aricanduva é distribuído em pequenas praças e centralizado em um único parque, o Ceret Analia Franco, além do Cemitério Municipal Vila Formosa, o primeiro Parque Cemitério da cidade de São Paulo. Alguns moradores pediram que a nova lei determine regras para que estes espaços sejam preservados.

A vereadora Juliana Cardoso (PT), que é moradora do bairro defendeu a idéia. “Dentro do PDE (Plano Diretor Estratégico) já existe um incentivo de que alguns cemitérios virem parques. Isso é muito importante porque, como no caso do cemitério de Vila Formosa, alguns desses espaços têm grande arborização, são áreas verdes que podem preservar espécies de árvores e pássaros ameaçados na cidade. Além de serem espaços para manifestações culturais e religiosas”, disse a vereadora.

A Audiência Pública da Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente da Câmara, foi presidida pelo vereador Gilson Barreto (PSDB), acompanhada por cerca de 100 pessoas e protocolou 15 manifestações dos munícipes.

Uma Contribuição

nelson jose angeli

Na verdade os moradores da regiao do aricanduva que aqui habitam ha anos (no meu caso ha 50) querem paz de espirito diante da ameaca de desapropriacao de residencias em quadras arbitradas a serem transformadas em zeis. Nada contra o estado proporcionar moradia a pessoas mais necessitadas, mas para isto ja pagamos taxas e impostos, nao coloquem na rua aqueles que os elegeram e sempre cumpriram com suas obrigacoes. Obrigado.

Contribuições encerradas.

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