Lei de Zoneamento: Campo Limpo pode ter mais ZDEs, defende relator

DA REDAÇÃO

A região de Campo Limpo, na zona sul da cidade, pode ser melhor discutida no que diz respeito a implantação das ZDEs (Zonas de Desenvolvimento Econômico), na Lei de Zoneamento, Projeto de Lei (PL) 272/2015 (Revisão da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo). A afirmação parte do relator do PL, vereador Paulo Frange (PTB).

“Eu entendo que no Campo Limpo há um potencial muito grande para área de desenvolvimento econômico, ou seja, você tem atividades onde se faz montagem de equipamentos, montadoras de todos os tipos, onde há possibilidade de gerar empregos, onde as pessoas já estão instaladas. Se a gente conseguir demarcar um pouco mais isso no território, com certeza nós vamos ter mais facilidade para a região”, defendeu Frange.

As Zonas de Desenvolvimento Econômico são territórios com predominância de uso industrial destinadas à manutenção, incentivo e modernização desses usos, às atividades produtivas de alta intensidade em conhecimento e tecnologia e aos centros de pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico. Essa é uma nova zona que foi proposta pelo PDE (Plano Diretor Estratégico), com o objetivo de viabilizar polos produtivos relacionados à indústria de alta tecnologia.

Em toda a cidade de São Paulo, apenas 6,5% do território está demarcado como ZDE, de acordo com informações do relator. “Nós precisamos demarcar um pouco mais áreas no Campo Limpo, que estão hoje, predominantemente, em zonas mistas, ou seja, onde podem existir atividades residenciais e comerciais, mas o gabarito não pode ultrapassar 28 metros”, argumentou.

O relator ainda explicou que este tipo área não deve ser confundida com ZPI 3 (Zonas Predominantemente Industriais), que são aquelas que abrigam empresas de materiais poluentes como borracha, tijolo e cimento. O parlamentar afastou essa possibilidade, inclusive justificando que este tipo de atividade também não seria viável do ponto de vista logístico.  “As empresas que devem vir para cá, seguramente vem para desenvolvimento econômico, muito mais do que indústrias, porque estamos muito longe do eixo das marginais e do Rodoanel, ou seja, aqui não está contemplado com eixo para recepcionar toda a indústria”, concluiu.

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