Inspetor da GCM diz que guardas são treinados para agir com diálogo

Luiz França/CMSP

Conduta da GCM com os moradores de rua de São Paulo foi tema de discussão

DA REDAÇÃO

O Inspetor Superintendente e Comandante Geral da GCM (Guarda Civil Metropolitana), Adelson de Souza, garantiu nesta quarta-feira (21/6) que os guardas são treinados para agir “com diálogo e sem truculência” contra os moradores de rua.  Durante reunião da Comissão de Segurança Pública, o inspetor disse que o decreto do prefeito João Doria não gerou conflito entre a GCM e a população.

A atual gestão revogou a medida anterior, elaborada pelo então prefeito Fernando Haddad, que proibia os guardas-civis de retirar cobertores e recolher colchões de pessoas em situação de rua. “As ações da zeladoria da cidade partem do mesmo pressuposto, independente da modificação do decreto. O guarda acompanha as equipes da Prefeitura para fazer a segurança dos servidores e dos moradores de rua”, argumentou Souza.

O Inspetor Superintende acrescentou que a GCM é “avessa a qualquer tipo de ação truculenta”. “Trabalhamos para evitar qualquer desvio de conduta, por isso nos centros de formação reforçamos a importância do diálogo”, disse.

O que não impede, admitiu Souza, que alguns comportamentos abusivos ocorram durante o trabalho da guarda.  Quando acontece algum caso de desvio de conduta, a corregedoria é acionada para acompanhar a situação. “As pessoas são responsabilizadas se houver algum tipo de comportamento que não condiz com a postura da GCM”, argumentou.

O integrante do Comitê Pop Rua, Robson Mendonça, discordou do inspetor superintende da GCM. “A GCM não tem diálogo, principalmente com os que estão na Cracolândia”, explicou. Após a reclamação, ele entregou uma carta de repúdio ao fato de algumas Secretarias, entre elas, a de Habitação e a de Cultura, não estarem participando das reuniões do Comitê.

O vereador Reis (PT) achou importante o debate e argumentou que falta um entendimento sobre o papel da GCM ao acompanhar as equipes da Prefeitura. “Os pertences dos moradores de rua não podem ser retirados e a compreensão sobre o que cada um deve fazer durante a zeladoria precisa ser definido”, opinou.

A presidente da Comissão, vereadora Adriana Ramalho (PSDB), parabenizou o trabalho da GCM e contou que irá encaminhar a carta do Comitê Pop Rua à Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. “Os esclarecimentos sobre o decreto foram importantes e percebemos que a medida veio adequar o texto anterior e deixar mais específico o trabalho de cada um. Vamos fazer o encaminhamento da carta para termos o esclarecimento se as Secretaria estão participando ou não das reuniões”, disse.

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