Nesta sexta-feira (04/09), a Comissão Extraordinária de Apoio ao Desenvolvimento do Turismo, do Lazer, da Gastronomia, da Hospitalidade e dos Eventos realizou uma reunião de trabalho e ouviu o presidente da ABIS (Associação Brasileira das Indústrias e do Setor do Sorvete) e o proprietário da Il Sordo Gelato.
Entre os temas discutidos, os convidados destacaram a importância de fomentar a indústria do sorvete e destacaram a relevância do setor para a economia da cidade de São Paulo.
Convidados
O primeiro a falar foi o presidente da ABIS, Eduardo Weisberg, que destacou o crescimento do consumo de sorvete entre as classes C e D. “Até 2014, houve um grande crescimento no setor, quando as classes C e D passaram a consumir mais sorvete. A partir de 2021, um pouco após a pandemia, tivemos um crescimento importante no segmento”, iniciou o presidente da associação.
O presidente também informou à comissão, com base em pesquisa realizada pela entidade, que cerca de 26% dos consumidores do Estado de São Paulo consomem sorvete. Na capital, a estimativa é de um consumo de 100 milhões de litros por ano.
Nos dados apresentados por Weisberg, foi destacado que, com 52%, a região Sudeste concentra mais da metade do consumo nacional de sorvetes, enquanto o Estado de São Paulo, com 26%, ocupa posição de liderança. “A capital paulista se destaca como a cidade que mais consome sorvete no Brasil, impulsionada pela forte expansão das gelaterias e dos sorvetes artesanais”, informou Eduardo Weisberg.
Eduardo também destacou que São Paulo é a capital que mais consome sorvete na América Latina e ressaltou o potencial do setor para movimentar diferentes áreas da economia, como o turismo e a gastronomia. Segundo ele, o objetivo é ampliar o consumo durante todo o ano e valorizar ingredientes e frutas regionais.
“São Paulo é a capital que mais consome sorvete na América Latina. A ideia é trabalharmos bastante o turismo, com gelaterias e sorveterias, além do food service e da gastronomia. O sorvete, além de trazer alegria e prazer, também tem esse aspecto de reunir as pessoas”, comentou.
O presidente da ABIS ainda falou sobre a importância de criar iniciativas que aproximem o setor da população. Entre elas está o Dia Nacional do Sorvete, celebrado em 23 de setembro, que neste ano terá uma ação solidária voltada à doação de sangue.
“Em 2002, quando a entidade foi criada, uma das nossas primeiras ações foi instituir o Dia Nacional do Sorvete. Este ano, no dia 23 de setembro, vamos realizar a campanha Sorvete Solidário, com distribuição de sorvetes em alguns hemocentros como forma de agradecimento às pessoas que doarem sangue”, concluiu.
Sorveteria inclusiva
Em seguida, Breno Oliveira, proprietário da IL Sordo Gelato — uma sorveteria inclusiva formada por colaboradores surdos — ressaltou que seu negócio tem como objetivo promover a inclusão e atender a todos os públicos.
“Trago na minha gelateria uma proposta inclusiva. Quando chega um cliente que não sabe Libras, mostramos os gelatos, oferecemos uma pequena degustação para que ele possa experimentar e escolher o que deseja. Queremos oferecer um espaço onde todos os públicos possam estar presentes”, pontuou o empresário.
A marca de Breno Oliveira conta com quatro unidades, mais de 80% da equipe é formada por pessoas surdas e as gelaterias recebem mais de 10 mil clientes por mês.
Avaliação da reunião
Após as apresentações, o presidente do colegiado, vereador Gilberto Nascimento (PL), ressaltou a força da cadeia produtiva do sorvete em São Paulo. O parlamentar destacou que os dados apresentados durante a reunião, que apontam um consumo de cerca de 100 milhões de litros por ano apenas na capital, demonstram a importância econômica do setor, que reúne principalmente micro e pequenas empresas e gera renda para muitas famílias.
“Quando a gente fala de sorvete, parece que é apenas uma sobremesa, mas existe uma cadeia produtiva por trás disso. São números que representam a pujança da nossa cidade, com muitas sorveterias e gelaterias, principalmente de micro e pequenas empresas. É um mercado que vem crescendo e que gera renda para muita gente”, comentou o presidente.
O vereador ainda chamou a atenção para a importância de incentivar e valorizar o segmento, além de reconhecer iniciativas que promovem a inclusão e quebram paradigmas. Na ocasião, Nascimento elogiou o empreendedor surdo que criou uma sorveteria em São Paulo com a proposta de tornar o espaço mais acessível.
“Precisamos entender que esse é um mercado que merece ser incentivado e protegido, porque muitas pessoas vivem dele e há muitas empresas familiares envolvidas. Também é importante conhecer bons exemplos, como o do empreendedor surdo que criou uma sorveteria pensando na inclusão. É uma forma de quebrar paradigmas e mostrar o potencial que essa indústria tem”, concluiu o vereador.
A reunião de trabalho da Comissão, que pode ser assistida aqui, foi conduzida pelo presidente do colegiado, vereador Gilberto Nascimento (PL).