Comissão de Saúde discute dependência química

Juvenal Pereira
Comissão de Saúde discute dependência química
Diversas autoridades e entidades ligadas ao tema debateram políticas para dependência química

 

A Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho Idoso e Mulher debateu na quarta-feira (27/08) a prevenção e os tratamentos aplicáveis à dependência química em suas diversas formas: tabagismo, alcoolismo e drogadição.O debate ocorreu em homenagem ao Dia Nacional de Combate ao Fumo (29/08) e integra as ações previstas pela Política Nacional Antidrogas – que visa mobilizar a sociedade e discutir o importante tema de saúde pública. Foram convidadas diversas autoridades e entidades ligadas ao assunto. A representante do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc), Maria Alice Pollo Araújo, discursou sobre o site “Infodrogas”, que disponibiliza informações, promove reflexões e presta auxílio ao cidadão.Maria Alice explicou sobre o conteúdo das páginas e disse que os assuntos mais pesquisados são os ligados ao álcool e a maconha. O site nos permite traçar o perfil do usuário e saber os assuntos mais procurados. Em um levantamento realizado conseguimos identificar as maiores dúvidas e questionamento em relação a cada dependência química. A página de álcool e maconha ainda continua sendo a mais acessada.Representando a Secretaria de Saúde e o Conselho Municipal de Políticas Públicas de Drogas e Álcool (Comuda), Darlene Dias da Silva falou sobre o tabagismo e as conseqüências sociais. Para a doutora, políticas de prevenção a iniciação entre jovens devem ser pensadas em conjunto. A nicotina nem sempre é reconhecida como droga psicoativa. Porém, dados apontam que mais de 20% da população fuma. Temos uma preocupação muito grande em prevenir os jovens, pois hoje eles estão sendo seduzidos por várias maneiras pela indústria de tabaco, ressaltou.Os vereadores que compuseram a mesa, Zelão (PT), presidente da Comissão; Mário Dias (DEM), Gilberto Nataline (PSDB) e Noemi Nonato (PSB) ouviram também declarações da psiquiatra do Hospital das Clínicas e representante do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (Grea), Verena Castellani. A médica alertou sobre dados de pesquisa que apontam o aumento do tabagismo e do consumo de bebidas alcoólica em jovens do sexo feminino. Precisamos pensar em políticas e campanhas focadas para garotas, pois uma pesquisa que ainda está terminando já nos mostra que as meninas estão usando mais drogas do que os meninos, e até mais cedo do que eles, finalizou.NarguiléO vereador Natalini disse que já está em tramitação um projeto de sua autoria para proibir o fumo de narguilés em locais públicos, pois estes produtos, segundo o parlamentar, incentiva o tabagismo entre adolescentes.

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Diversas autoridades e entidades ligadas ao tema debateram políticas para dependência química
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