Orçamento da zona Norte para 2020 é tema de audiência no CEU Jaçanã

Luis Garbelotto /CMSP

Audiência pública do Orçamento 2020 no CEU Jaçanã (09/10)

KAMILA MARINHO
DA REDAÇÃO 

A Câmara Municipal de São Paulo realizou na manhã deste sábado (09/11) a quarta Audiência Pública regional, desta vez para discutir os recursos previstos para a zona Norte da capital paulista, no PL (Projeto de Lei) 647/2019, do Executivo, que propõe o Orçamento de 2020 da cidade. O PL sugere a LOA (Lei Orçamentária Anual) para o próximo ano, estimando receitas e despesas do município. O evento foi realizado no Auditório do CEU (Centro Educacional Unificado) Jaçanã.

Segundo o PL, a Subprefeitura Jaçanã Tremembé deve receber dos cofres públicos R$ 31 milhões. Para a Vila Maria Vila Guilherme, estão previstos R$ 31 milhões; e para subprefeitura de Santana Tucuruvi, a previsão orçamentária é de R$ 36,2 milhões.

Quem presidiu o debate foi o vereador Alessandro Guedes (PT). À frente da Comissão de Finanças, o vereador pretende elaborar um documento com as demandas apresentadas pela comunidade. “É muito importante ouvirmos os anseios e necessidades da população de cada região. Estamos aqui para ouvir e tentar, por meio da Comissão de Finanças e da Câmara Municipal, construir um relatório condizente com as expectativas do povo”, disse Guedes.

Moradores, associações e integrantes de Conselhos Gestores participaram do debate, que não contou a presença dos subprefeitos regionais, como destacaram participantes como a coordenadora-geral da ALMEM (Associação de luta por Moradia Estrela da Manhã), Irani Dias, que considerou o orçamento insuficiente. “Estamos aqui hoje para entendermos o que está previsto para nossa região. Mas nós vamos para dentro da Câmara Municipal para assistirmos as Audiências Temáticas, para tentarmos garantir alguma coisa lá. Queremos mostrar nossas demandas para o governo municipal, mas o subprefeito não compareceu”, afirmou Irani.

Nelson Ferreira Filho, membro do Conselho Participativo Municipal do Jaçanã, falou sobre os recursos voltados ao atendimento na área da saúde. “Precisamos de repasses para equipamentos voltados à terceira idade. E um grande reforço na atenção básica de saúde. Primordialmente, precisamos de um aumento no número de equipes de saúde de estratégia da família”, disse Ferreira Filho.

Já Hilton Bollignhari, integrante do Conselho Participativo da Vila Maria, Vila Guilherme e Vila Medeiros, observou que o maior objetivo é conseguir acompanhar de que forma o dinheiro está sendo investido na região. “Estamos preocupados com o Orçamento para 2020. Sabemos que o repasse não será suficiente para conclusão de obras em andamento, atendimento à saúde, educação e todas as outras demandas”, concluiu Bollignhari.

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