Democracia participativa precisa avançar, diz desembargador

Fábio Jr Lazzari /CMSP

A Escola do Parlamento deu início nesta segunda-feira ao curso que abordará, durante uma semana, as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2012. As aulas tratarão de questões como o gerenciamento da presença digital política no Facebook, a Lei da Ficha Limpa e a arrecadação e aplicação de gastos em campanha e sua prestação de contas, entre outros temas.

A aula magna do curso foi conduzida pelo desembargador Walter de Almeida Guilherme, ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que falou sobre os conceitos de um regime democrático e da importância de uma participação mais efetiva da população na política do país.

“Não falo do povo no poder, mas de uma participação maior nossa, para que sejamos também atores. A democracia não se esgota ao escolher os nossos representantes. Devemos cobrar ações e acompanhar como aqueles que elegemos estão agindo”, comentou o desembargador.

Segundo ele, os cidadãos lamentam a representação eleita e coloca a culpa no regime democrático, e isso deve mudar.

“A democracia participativa precisa avançar, e isso se dará não apenas melhorando o nosso padrão de escolhas, mas também fazendo com que os que foram eleitos melhorem seu padrão de comportamento ético e legislativo”, apontou.

O presidente da Câmara Municipal, vereador José Police Neto (PSD), agradeceu a presença do desembargador na abertura do curso da Escola do Parlamento e declarou que ele “inovou a justiça na área eleitoral com a criação da Escola Judiciária Eleitoral Paulista (EJEP), dizendo que não basta acumular conhecimento, mas é preciso socializá-lo”.

A Escola do Parlamento, conforme lembrou, também atua nesse sentido, de compartilhar conhecimento com a sociedade. “Trata-se de uma semente poderosa”, afirmou.

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(23/4/2012 – 13h15)

 

 

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