Artigo: Política pública para minimizar a desigualdade entre os distritos de SP

VEREADOR CAIO MIRANDA CARNEIRO (DEM)

Pensando na situação atual de São Paulo, com a crise da Covid-19 e o retorno gradual das atividades, mesmo com protocolos, eu e minha equipe, junto com a economista Olívia Carneiro e a internacionalista Luciana Maselli, elaboramos um parecer com o objetivo de nortear essas políticas de reabertura. Levamos em consideração as diferentes realidades sociais de cada distrito de São Paulo e propusemos uma dinâmica que atenue os efeitos da desigualdade social na cidade.

Estamos acompanhando a evolução dos óbitos na cidade por regiões e já entendemos que a letalidade é maior nas regiões mais periféricas e de menor renda. É nelas também onde morrem pessoas mais jovens, fora do grupo de risco por idade, com menos de 60 anos. Isso acontece porque eles nem sempre podem trabalhar em regime de home office, trabalhando diretamente com outras pessoas e sendo mais expostas ao risco de contrair a Covid-19.

Em muitos casos, essas regiões também não contam com os mesmos recursos sanitários e de infraestrutura das regiões centrais, aumentando a exposição e o risco dessa população. Assim, notamos que existe um risco de letalidade maior nas regiões periféricas, enquanto os bairros centrais possuem um risco médio ou baixo.

Porém, como é justamente nas regiões mais centrais que está a maior concentração de postos de trabalho, fica claro que não adianta pensar na reabertura de forma horizontal sem levar em consideração o trânsito das pessoas. É exatamente por isso que o parecer propõe que as políticas de reabertura sejam feitas de acordo com a situação dos distritos e condicionada ao desempenho daqueles de maior risco.

Isso significa que a reabertura dos bairros e distritos de menor risco depende diretamente do desempenho dos bairros com risco médio e alto. Assim, teríamos uma chance de diminuir o contágio.

Podemos avaliar esse desempenho por meio de algumas metas como letalidade em queda, percentual de óbitos com menos de 60 anos e testagem, identificando assim a porcentagem da população do bairro que está imunizada. A partir daí, sugerimos um sistema de pontos, no qual para avançar para uma próxima fase é preciso que tanto os bairros de risco alto, quanto os de médio e baixo, atinjam pontuações mínimas.

Os critérios para os avanços de fases e as atividades econômicas a serem retomadas ficam a cargo da Secretaria Municipal de Saúde.

O parecer completo pode ser lido aqui.

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