Para controlar as enchentes que atingem a cidade, principalmente durante o verão, é necessário a construção de pelo menos 50 piscinões, conforme prevê o Estudo de Macrodrenagem realizado pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE). A informação foi dada por especialistas em drenagem urbana que acompanhavam o representante da Coordenadoria Geral de Licitações (Cogel), Makarius Sepetaukas, convocado a prestar esclarecimentos à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Enchentes, presidida pelo vereador Adilson Amadeu (PTB). Os técnicos explicaram que as calhas dos córregos da cidade estão configuradas, não havendo possibilidade técnica de aumentá-las e, por isso, a solução para reduzir os efeitos das inundações é a reservação das águas das chuvas durante o pico dos temporais, escoando-as posteriormente de forma lenta.
O vereador Wadih Mutran (PP) contestou a informação da construção de 50 piscinões, alegando o custo é muito alto e que na cidade não há espaços para instalar esses reservatórios. Para ele, os técnicos deveriam sugerir ao prefeito que a solução seria a reversão dos rios Tamanduateí e Aricanduva, fazendo com que desaguassem no mar. “Isso evitaria que as bacias desses dois rios lançassem suas águas no Rio Tietê”, disse.
O vereador Alfredinho (PT) também é contra a construção de muito piscinões, pois também acredita que não há espaços suficientes para abrigar esses reservatórios. Em sua opinião, é preciso cumprir a lei que determina a criação de áreas permeáveis para absorver as águas.
Os especialistas ressaltaram a necessidade de se fazer campanhas para evitar que a população continue jogando lixo, armários, sofás, pneus nos córregos. Explicaram ainda que boa parte das galerias pluviais da cidade existem a 100 e 120 anos, quando a cidade possuía grandes áreas vazias que contribuíam para a drenagem das águas das chuvas.
Destacam também que essas galerias precisam ser trocadas por outras mais modernas autolimpantes, já que as atuais são difíceis de serem limpas e possuem uma vazão reduzida.
Para o vereador Adilson Amadeu um dos problemas é que as empresas contratadas pela Prefeitura não estão realizando a limpeza de galerias, córregos e piscinões de forma constante e adequada. “O secretário de Coordenação das Subprefeituras vem aqui e diz que cada boca de lobo é limpa pelos menos três vezes por ano. Não acredito nisso, pois a qualquer chuva ocorrem alagamentos em locais em que as empreses garantem que fizeram limpeza".
Adilson Amadeu informou que, além de registrar em cartório, entregou envelopes lacrados aos vereadores, informando, com antecedência, o nome de empresas vencedoras de licitações.
Outra queixa dos vereadores é que são sempre as mesmas empresas que ganham as concorrências públicas. Disseram que a empresa Anastácio mantém 27 contratos com a Prefeitura. Depois de destacar que não estava acusando ninguém, o vereador Quito Formiga (PR) disse: “Acho que é necessário existir uma fiscalização dos pregões, pois a contratação da Anastácio denota no mínimo um favoritismo”.
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Para combater enchentes é necessário construir 50 piscinões
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