Megavacinação contra Covid-19 segue na capital até a próxima sexta-feira

IARA SILVA
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A capital paulista segue com a campanha nacional de megavacinação contra Covid-19. A ação, promovida pelo Ministério da Saúde, termina na próxima sexta-feira. A meta da campanha é incentivar os 21 milhões de brasileiros que ainda não compareceram aos postos para tomar a segunda dose do imunizante ou a dose de reforço.

Para atender este público que está com a vacinação em atraso na capital – 345.372 pessoas, a Secretaria Municipal de Saúde disponibiliza as 469 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e 82 Assistências Médicas Ambulatoriais integradas com UBSs, as AMAs/UBSs Integradas, das 7h às 19h, além dos mega postos, drive-thrus e farmácias parceiras, das 8h às 17h.

Vale lembrar que pessoas com mais de 18 anos que tomaram a segunda dose há pelo menos 5 meses estão aptas a tomar a dose de reforço. Pais de adolescentes, de 12 a 17 anos, também devem ficar atentos para o novo intervalo de vacinação desta faixa etária, que atualmente é de 21 dias.

Para consultar a movimentação nas unidades antes de sair de casa, acesse o site De Olho na Fila. A plataforma também informa onde encontrar os imunizantes para aplicação da segunda dose. A lista completa de postos também pode ser consultada na página Vacina Sampa.

Mais sobre o novo coronavírus 1

De acordo com o boletim diário mais recente publicado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo sobre a pandemia do novo coronavírus, até esta terça (23/11), a capital paulista totalizava 39.102 vítimas da Covid-19. Havia, ainda, 1.544.841 casos confirmados de infecções pelo novo coronavírus.

Abaixo, gráfico detalhado sobre os índices da Covid-19 na cidade de São Paulo.

Prefeitura de SP

Em relação ao sistema público de saúde, os dados mais recentes mostram que a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados ao atendimento de pacientes com Covid-19 na região metropolitana de São Paulo, nesta terça (23/11), é de 28,2%.

Já na segunda (22/11), o índice de isolamento social na cidade de São Paulo foi de 46%. A medida é considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias a principal forma de contenção da pandemia do novo coronavírus.

A aferição do isolamento é feita pelo Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, que utiliza dados fornecidos por empresas de telefonia para medir o deslocamento da população e a adesão às medidas estabelecidas pela quarentena no Estado.

Mais sobre o novo coronavírus 2

No Rio, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) inaugurou nesta terça (23/11) um novo laboratório para ajudar o Bio-Manguinhos (Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos) no controle de qualidade das vacinas e de outros itens de seu portfólio.

A nova estrutura levou sete meses para ficar pronta e busca atender o aumento da demanda gerado pela produção da vacina contra Covid-19. Localizado no CTV (Complexo Tecnológico de Vacinas), o Laboratório Físico-químico (Lafiq) representa a chegada à última fase do planejamento de internalização da produção da vacina Covid-19 em parceria com a AstraZeneca, segundo o diretor de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Mauricio Zuma.

Bio-Manguinhos trabalha na incorporação da tecnologia da vacina contra Covid-19 desde 2020, quando fecho contrato com a farmacêutica europeia. O instituto primeiro começou a produzir a vacina a partir de IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) importado, e agora se prepara para fornecer ao Programa Nacional de Imunizações vacinas com IFA fabricado em suas instalações.

O instituto já concluiu a produção de cinco lotes de IFA nacional, dos quais quatro foram liberados internamente e se encontram em estudos de comparabilidade no exterior. Outros três lotes se encontram em processamento.

A Fiocruz explica que o controle de qualidade para a liberação de um lote de vacina contra Covid-19 com IFA importado requer 151 análises físico-químicas, número que sobe para 233 quando a produção do IFA passa a ser nacionalizada.

Antes da pandemia, Bio-Manguinhos produzia anualmente 120 milhões de imunizantes de diferentes tipos para disponibilização gratuita no Sistema Único de Saúde. Em 2021, essas vacinas continuaram a ser produzidas, e a fundação fabricou ainda 135 milhões de doses da vacina contra a Covid-19.

A Câmara durante a pandemia

Nesta terça-feira (23/11), durante a reunião do Colégio de Líderes, a Presidência da Câmara Municipal de São Paulo cobrou o comprovante de vacinação contra a Covid-19 de todos os funcionários lotados nos gabinetes dos parlamentares e das lideranças partidárias. O presidente da Casa, vereador Milton Leite (DEM), estabeleceu que até o fim deste mês a determinação seja cumprida.

Milton Leite pediu ainda a compreensão dos funcionários e afirmou que a Câmara irá adotar medidas caso as situações não sejam regularizadas. “É descabido que eu cobre (o comprovante de vacinação) do povo na entrada, e os funcionários de gabinete não apresentem”, disse o presidente.  “Os funcionários de carreira apresentaram. Cumpriram as normas legais”.

O presidente do Legislativo paulistano também ressaltou a importância da vacina para dar tranquilidade a todas as pessoas que circulam dentro da Câmara de São Paulo. “Nós temos aqui vereadores idosos, como eu e outros, que são mais sensíveis a esta doença. Um pequeno contágio pode nos prejudicar, ainda que vacinados estejamos”.

*Ouça aqui a versão podcast do boletim Coronavírus desta terça-feira

*Este conteúdo e outros conteúdos especiais podem ser conferidos no hotsite Coronavírus

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