Mais de 10 milhões de pessoas receberam pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19 na capital

DANIEL MONTEIRO
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Na última quinta-feira (29/7) a cidade de São Paulo ultrapassou a marca de 10 milhões de doses aplicadas da vacina contra a Covid-19. Dados do Vacinômetro divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde mostravam que, às 13 horas de quinta-feira, a capital contabiliza 10.051.217 doses aplicadas na população com idade acima dos 18 anos, estimada em 9.230.227 moradores da capital.

Do, 7.239.394 pessoas haviam iniciado o processo de imunização com a primeira dose (D1) e outras 2.498.047 também já haviam recebido a segunda dose (D2), completando o esquema vacinal, seja da Coronavac, da AstraZeneca ou Pfizer. Somam-se a estes grupos 313.776 moradores da capital que receberam a dose única (DU) do imunizante da Janssen.

Proporcionalmente, a capital também registrava 81,8% da cobertura vacinal em D1 e D2 e, mais importante ainda, havia alcançado 30,5% de aplicações em D2 + DU. Assim sendo, a cidade totalizava na última quinta 2.811.825 pessoas com o esquema vacinal completo.

Todas as vacinas disponíveis na cidade de São Paulo foram aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pela OMS (Organização Mundial da Saúde), sendo comprovadamente  eficazes e seguras contra a Covid-19.

Ainda sobre a vacinação, neste sábado (31/7) será realizado um mutirão de busca ativa para segunda dose (D2) de todos os grupos elegíveis. As 468 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da capital receberão o público das 8h às 17h, enquanto as 82 AMAs/UBSs Integradas irão operar das 7h às 19h, também oferecendo a vacina da gripe.

Todas as informações sobre a campanha de vacinação contra a Covid-19 na capital podem ser obtidas na página Vacina Sampa.

Mais sobre o novo coronavírus 1

De acordo com o boletim diário mais recente publicado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo sobre a pandemia do novo coronavírus, na última quinta (29/7) a capital paulista totalizava 35.230 vítimas da Covid-19. Havia, ainda, 1.350.319 casos confirmados de infecções pelo novo coronavírus. 

Abaixo, gráfico detalhado sobre os índices da Covid-19 na cidade de São Paulo.

Em relação ao sistema público de saúde, os dados mais recentes mostram que a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados ao atendimento de pacientes com Covid-19 na região metropolitana de São Paulo, nesta sexta (30/7), é de 47,4%.

Já na última quinta (29/7), o índice de isolamento social na cidade de São Paulo foi de 38%. A medida é considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias a principal forma de contenção da pandemia do novo coronavírus.

A aferição do isolamento é feita pelo Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, que utiliza dados fornecidos por empresas de telefonia para medir o deslocamento da população e a adesão às medidas estabelecidas pela quarentena no Estado.

Mais sobre o novo coronavírus 2

Na manhã desta sexta-feira (30/7), o Instituto Butantan entregou ao PNI (Programa Nacional de Imunizações) mais 1,2 milhão de doses da Coronavac – vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela instituição em parceria internacional com a farmacêutica chinesa Sinovac. 

Com a nova entrega, o Instituto chega à marca de 62,849 milhões de doses fornecidas ao Ministério da Saúde desde 17 de janeiro deste ano, quando o uso emergencial do imunizante foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Desde o dia 14 de julho até agora, foram entregues um total de 9,7 milhões de doses da vacina, referentes à produção de um lote de doses processadas a partir dos 6 mil litros de IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) recebidos no dia 26 de junho. 

A matéria-prima foi envasada no complexo fabril do Butantan, na zona oeste da cidade de São Paulo, e passou por etapas como embalagem, rotulagem e controle de qualidade das doses.

Atuação do município

A partir da próxima segunda-feira (2/8), voltará a vigorar na cidade de São Paulo o rodízio municipal de veículos, nos moldes tradicionais, que estava suspenso para carros desde o dia 22 de março. Dessa forma, o rodízio para veículos leves voltará a ser válido nos horários de pico da manhã (das 7h às 10h) e da tarde (das 17h às 20h), de segunda a sexta-feira. 

Ainda de acordo com as regras, não poderão circular, nas regiões e horários estabelecidos pelo rodízio, os veículos automotores, inclusive caminhões, com os seguintes finais de placas: 

– Segundas-feiras: dígitos finais 1 e 2;

– Terças-feiras: dígitos finais 3 e 4;

– Quartas-feiras: dígitos finais 5 e 6;

– Quintas-feiras: dígitos finais 7 e 8;

– Sextas-feiras: dígitos finais 9 e 0.

Entre 22 de março e 30 de julho, a capital paulista adotou o rodízio em horário noturno para veículos leves, acompanhando o toque de restrição decretado pelo Governo do Estado. Com o anúncio, pelo Estado, do fim do toque de restrição a partir do dia 1º de agosto, o rodízio voltará ao formato tradicional na segunda-feira, dia 2 de agosto.

Ações e Atitudes

Publicado na última quinta-feira (29/7) no periódico Jama Ophthalmology, um estudo realizado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), em parceria com a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), conseguiu identificar a presença de partículas do novo coronavírus na retina de pacientes acometidos pela Covid-19. 

Segundo os autores da pesquisa, a descoberta revela um biomarcador importante talvez relacionado à presença do vírus em outras partes do organismo e causador de outras doenças provocadas pelo coronavírus.

Para fazer essa identificação, em junho e julho de 2020, os pesquisadores realizaram enucleação post mortem de olhos usando tecnologia de transplantes de córnea e relacionaram os achados clínicos com os obtidos por imunofluorescência, imunohistoquímica e processamentos de microscopia eletrônica de transmissão na retina de pacientes que estavam internados em hospital e faleceram em decorrência da gravidade da Covid-19.

Assim, as proteínas do vírus foram observadas nas células endoteliais, próximo à chama capilar e às células das camadas nucleares interna e externa da retina. Na região perinuclear dessas células, destaca o estudo, foi possível observar por microscopia eletrônica de transmissão vacúolos de membrana dupla consistentes com o vírus.

Para os pesquisadores, a presença dessas partículas virais não só reforça possíveis manifestações clínicas oculares da infecção, como acende um importante sinal de alerta para a possibilidade de o vírus estar diretamente relacionado a diferentes formas das doenças, inclusive neurológicas pelas semelhanças com a retina, além da possibilidade de se constituírem santuários de persistência viral.

Conforme relatam os pesquisadores, agora está claro que, após a infecção inicial no sistema respiratório, o vírus pode se espalhar por todo o corpo, atingindo diferentes tecidos e órgãos. Assim, as descobertas podem ajudar a elucidar a fisiopatologia do vírus e seus mecanismos etiológicos, o que pode permitir melhor entendimento das sequelas da doença e pode direcionar alguns caminhos de pesquisas futuras.

 

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