Câmara suspende sessão pela morte de Setubal

Juvenal Pereira
Um minuto de silêncio
Vereador Paulo Frange enaltece qualidades do ex-prefeito

 

Em sinal de luto pela morte do ex-prefeito Olavo Egydio Setubal, os vereadores suspenderam a 386ª Sessão Ordinária de hoje (27/8), da Câmara Municipal de São Paulo. Antes, foi observado um minuto de silencio e os vereadores Carlos Apolinário (DEM), Paulo Frange (PTB) e Jooji Hato (PMDB) enalteceram as qualidades política, sociais e humanas de Setubal.O ex-prefeito estava internado no Hospital Sírio Libanês, onde sofreu uma insuficiência cardíaca e faleceu às 8h15, desta quarta-feira. Setubal exercia, desde 2003, a presidência do Conselho de Administração do Banco Itaú Holding Financeira depois de ter ocupado a presidência do banco entre 1979 e 2005. Engenheiro mecânico-eletricista, formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Setubal fundou em 1947 a Artefatos de Metal Deca que, atualmente chama-se apenas Deca e pertence à Duratex, controlada pela holding Taúsa, cujo conselho também era presidido por ele.Passou para o setor financeiro no fim da década de 50, quando assumiu uma diretoria do Banco Federal de Crédito, que em 1965 se fundiu com o Itaú. Na política, tornou-se prefeito biônico de São Paulo em 1975, por indicação do então governador de São Paulo, Paulo Egydio Martins, durante o regime militar, quando não havia eleições diretas para prefeitos das capitais. Por duas vezes, em 1978 e 1986, tentou chegar ao governo de São Paulo. Mas tanto na primeira vez, quando a eleição era indireta, como na segunda, acabou não conseguindo a indicação do partido para concorrer ao cargo. Em 1985, filiado ao PFL, atual Democratas, Setubal foi nomeado ministro das Relações Exteriores do governo José Sarney, cargo que ocupou por cerca de um ano. Foi durante sua gestão que iniciou-se o processo de reaproximação diplomática do Brasil com Cuba. Casado com Daisy Prado Setubal, teve sete filhos. Um deles, Roberto, é hoje presidente do Itaú.

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Juvenal Pereira
Um minuto de silêncio
Juvenal Pereira
Vereador discursa

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