A Câmara Municipal de São Paulo se juntou ao ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, para apoiar o trabalho realizado pela organização na Venezuela e na Colômbia após os terremotos que atingiram os países da América do Sul.
O ACNUR mantém equipes nos locais para dar suporte à resposta das autoridades e garantir auxílio humanitário emergencial. Equipes da agência têm prestado assistência e distribuído suprimentos para atender às necessidades das populações impactadas com o tremor da terra.
Em entrevista à Rede Câmara SP, Samantha Federici, chefe do escritório de parcerias com o setor privado do ACNUR, explicou que a colaboração do Legislativo da capital paulista é fundamental. De acordo com ela, o apoio institucional em momentos de crise permite levar informação às pessoas, conscientização, além de ampliar a solidariedade e gerar mais recursos.
“É o ponto fundamental para que consigamos oferecer respostas rápidas quando acontece uma emergência, porque nunca conseguimos prever. Precisamos desse apoio e dessa mobilização das pessoas para conseguir fazer o nosso trabalho na ponta. Acreditamos que as soluções são trabalhadas por vários atores”, disse Federici.
Em 24 de junho, um terremoto duplo de magnitude 7,2 e 7,5 atingiu a Venezuela. De acordo com autoridades locais, foram notificados mais de 6.400 mortos até o momento. Porém, o governo admite que o número pode ultrapassar 10 mil. Somente em La Guaira, cidade litorânea e mais afetada pelo abalo sísmico, 190 edifícios desabaram.
Já em 10 de agosto, um tremor de intensidade 7,4, com epicentro na cidade de San José del Palmar, devastou a Colômbia. O terremoto está sendo considerado o mais forte da última década. Segundo informações da Unidade de Gestão de Desastres do país, até quinta-feira (20/08), o número de mortos subiu para 319. Ao todo, mais de 284 mil pessoas foram afetadas pelo tremor que atingiu 476 cidades; 260 pessoas estão desaparecidas.
As equipes de resgate, apoiadas por missões internacionais, trabalham na busca por sobreviventes e no atendimento às vítimas. Organizações humanitárias intensificaram a distribuição de itens de primeira necessidade às comunidades mais afetadas.
Venezuela e Colômbia enfrentam desafios para reconstruir áreas devastadas e restabelecer a infraestrutura. Relatórios apontam que os prejuízos econômicos são bilionários, enquanto especialistas destacam a necessidade de investimentos em prevenção, fiscalização de construções e fortalecimento da resposta a desastres naturais para reduzir os impactos de futuros eventos sísmicos.
Sobre o ACNUR
O ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, é uma organização dedicada a salvar vidas, proteger os direitos e garantir um futuro digno a pessoas que foram forçadas a deixar suas casas e comunidades devido a guerras, conflitos armados, perseguições ou graves violações dos direitos humanos. Presente em mais de 120 países, o órgão atua em conjunto com autoridades nacionais e locais, organizações da sociedade civil e o setor privado para que todas as pessoas refugiadas, deslocadas internas e apátridas encontrem segurança e apoio para reconstruir suas vidas.
“Uma pessoa pode ver sua vida mudar completamente em questão de minutos, mas a reconstrução exige anos ou décadas. Por isso, a solidariedade não pode ficar circunscrita aos momentos em que a tragédia domina o noticiário. O ACNUR está em campo para apoiar as populações afetadas por estes terríveis acontecimentos e seguirá ali por muitos anos. É nossa função continuar apelando para a generosidade da população para continuar os esforços de reconstrução”, destacou Samantha Federici.
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