Por solicitação do vereador Adilson Amadeu (PTB), a Comissão de Administração Pública convidou o supervisor Geral de Abastecimento do Mercado Municipal, José Roberto Graziano, para prestar esclarecimentos a respeito de irregularidades que estariam ocorrendo naquele estabelecimento. “Estou muito preocupado com a situação em que se encontra o Mercado Municipal, transformado numa imensa lanchonete”, disse Amadeu. “A minha maior preocupação é com relação a construção de uma canalização de gás subterrânea que passa sob os pés das milhares de pessoas que visitam o mercado todos os dias. Quero saber se há um laudo técnico para essas obras de reforma.” O vereador fez seis perguntas à Graziano; ainda faltam mais 52. “Não fiquei satisfeito com nenhuma das respostas. Como não houve tempo hábil vou encaminhar as perguntas por escrito e ele ficou de dar as respostas dentro de 15 dias. E, dependendo do que ele responder vou encaminhar uma representação ao Ministério Público Estadual para que apure as denúncias que recebi”, destacou. Amadeu informou que fez um grande levantamento dos problemas que podem existir no Mercado Municipal. “Durante quatro meses visitei por mais de 20 vezes o mercado. Fui de manhã, à tarde, à noite e até de madrugada. Fotografei e filmei as irregularidades e, por isso, vai ser muito difícil o 'seu' Graziano se explicar.”
De acordo com o parlamentar, existem, sem autorização, inúmeras cadeiras e mesas no meio dos corredores do mercado. “Só quatro estabelecimentos têm autorização. Porque esse privilégio? Porque uma banca de frutas foi transformada numa padaria? Porque as pessoas podem consumir ostras no balcão da peixaria? Isso não permitido pela fiscalização."
Graziano informou que as cadeiras e mesas foram colocadas com autorização da Associação dos Permissionários do Mercado e que a mudança de ramo de alguns estabelecimentos se deve a alteração no hábito da população. “Apenas 35 (14%) dos boxes trabalham com alimentação, como lanchonetes, docerias”, disse.
Amadeu quer saber ainda porque a comissão que avalia os processos de reformas, que deveria ser composta por técnicos especializados, é formada por uma telefonista, um mestre de obra e um eletricista.
Inspeção
O vereador Francisco Chagas (PT) propôs que os integrantes da Comissão façam uma visita ao Mercado Central para verificar o que realmente está ocorrendo. “Aposto que a maioria aqui dos vereadores conhece o mercado e sabe direito as alterações que foram feitas”, disse.
Participaram da reunião, além de Adilson Amadeu (PTB), os seguintes integrantes da comissão: Adolfo Quintas (PSDB), Penna (PV), Quito Formiga (PR), Domingos Dissei (DEM), José Américo (PT), Souza Santos (PSDB) e Francisco Chagas (PT).
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Administração Pública vai apurar irregularidades no Mercado Central
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