Vacinação contra o novo coronavírus deverá ser obrigatória em todo o território paulista

DANIEL MONTEIRO
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Em coletiva nesta sexta-feira (16/10), a administração estadual informou que a vacina contra a Covid-19 será obrigatória em todo o estado paulista, caso ela seja aprovada nos testes e tenha o aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Apenas pessoas com atestado médico poderão ser liberadas de receber o imunizante.

A expectativa é que os testes com a vacina chinesa CoronaVac sejam finalizados neste final de semana e os resultados deverão ser anunciados em coletiva à imprensa na segunda-feira. Além disso, os resultados dos testes também deverão ser encaminhados na própria segunda-feira para a Anvisa.

Na próxima quarta-feira (21/10), a administração estadual deverá se reunir com o Ministério da Saúde para discutir a possibilidade de distribuir a vacina nacionalmente por meio do SUS (Sistema Único de Saúde). No mesmo dia, também está prevista uma reunião com a Anvisa.

Por meio do Instituto Butantan, o governo paulista tem uma parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac para a vacina CoronaVac. O acordo prevê o fornecimento de 46 milhões de doses do imunizante para o governo até dezembro deste ano, além da transferência de tecnologia para o Butantan iniciar sua própria produção.

A CoronaVac está na fase 3 de testes com voluntários brasileiros desde julho deste ano. Nesta etapa, é avaliada a eficácia da vacina, ou seja, se ela protege contra o coronavírus. Caso os testes de fase 3 comprovem sua eficácia, a CoronaVac ainda vai precisar de uma aprovação da Anvisa para iniciar a vacinação. O governo paulista prevê que o início da imunização possa ocorrer a partir de 15 de dezembro deste ano.

Até o momento, a vacina chinesa vem se mostrado segura, ou seja, os voluntários vacinados não apresentaram efeitos colaterais graves. As duas primeiras fases de testagem do imunizante também indicaram que sua eficácia é de cerca de 98%. Geralmente, para ser aprovada, uma vacina necessita minimamente de 70% de eficácia, mas a Anvisa estuda flexibilizar a aprovação da vacina se ela tiver ao menos 50% de eficácia.

Mais sobre o coronavírus

De acordo com boletim diário desta sexta-feira (16/10) publicado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo sobre a pandemia do novo coronavírus (causador da Covid-19), a capital paulista contabiliza um total de 13.258 vítimas da Covid-19.

Há, ainda, 348.378 casos confirmados de infecções pelo novo coronavírus e 449.560 casos suspeitos sob monitoramento. Até o momento, 487.493 pessoas receberam alta após passar pelos hospitais de campanha, da rede municipal, contratualizados e pela atenção básica do município.

Abaixo, gráfico detalhado sobre os índices da Covid-19 na cidade de São Paulo nesta sexta-feira.

Prefeitura de SP

Em relação ao sistema público de saúde, nesta sexta-feira a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados ao atendimento de pacientes com Covid-19 na Grande São Paulo é de 41%.

Já na última quinta-feira (15/10), o índice de isolamento social na cidade de São Paulo foi de 41%. A medida é considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias a principal forma de contenção da pandemia do novo coronavírus.

A aferição do isolamento é feita pelo Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, que utiliza dados fornecidos por empresas de telefonia para medir o deslocamento da população e a adesão às medidas estabelecidas pela quarentena no Estado.

Atuação do Município

Reabriram nesta sexta-feira (16/10) as bibliotecas de São Paulo (BSP) e Parque Villa-Lobos, ambas na capital paulista. A retomada das atividades só foi autorizada após o anúncio da entrada da cidade de São Paulo na fase verde do Plano São Paulo, que regula a flexibilização da quarentena provocada pelo novo coronavírus.

A retomada dos serviços presenciais das instituições ocorre gradualmente, com horário mais curto, capacidade de atendimento reduzida e dentro das regras estabelecidas nos protocolos de saúde – incluindo uma dinâmica de higienização das instalações usadas.

A princípio, as bibliotecas funcionam de segunda a sexta-feira, das 11h às 15h, com 25% de capacidade de atendimento. Quando os parques reabrirem nos fins de semana, as unidades voltarão a funcionar normalmente de terça a domingo.

Devido ao horário de atendimento limitado nas bibliotecas, as atividades presenciais também estão restritas. A programação cultural, por exemplo, continua sendo oferecida em plataformas virtuais, nas redes sociais ou nos sites das bibliotecas São Paulo e Villa-Lobos.

Abaixo, a lista das regras das instituições.

É permitido:

– Consultar o catálogo de acervo;

– Emprestar, devolver, renovar e reservar livros;

– Fazer sua carteirinha de sócio ou renovar seu cadastro;

– Usar os computadores por uma hora;

– Usar a sala de games e a área de tecnologias assistivas;

– Agendar um espaço mais reservado para ler ou estudar;

– Inscrever-se para participar das sessões de acolhimento.

Não é permitido:

– Manusear o acervo;

– Fazer doações físicas.

*Este conteúdo e outros conteúdos especiais podem ser conferidos no hotsite Coronavírus

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