Em 24 horas, Brasil registra 1,4 mil mortes e 56,9 mil novos casos de Covid-19

DANIEL MONTEIRO
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Segundo informações desta quarta-feira (05/8) disponibilizadas no painel do Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde) sobre a pandemia do novo coronavírus no (causador da Covid-19) no Brasil, o país registrou nas últimas 24 horas 1.469 mortes pela doença, totalizando 97.288 vítimas fatais da Covid-19.

No mesmo período, de acordo com contagem do órgão, houve a confirmação de 56.951 novos infectados pelo novo coronavírus. Desde o início da pandemia, o Brasil já soma 2.858.872 diagnósticos positivos para a doença.

O número é diferente do divulgado no boletim diário do Ministério da Saúde desta quarta-feira: nas últimas 24 horas, segundo a pasta, foram 1.437 mortes e 57.152 diagnósticos confirmados do novo coronavírus, totalizando 97.256 óbitos e 2.859.073 casos confirmados da doença desde o início da quarentena.

Epicentro da pandemia no Brasil, o Estado de São Paulo registrou nesta quarta-feira (05/8) 407 óbitos causados pela Covid-19 em 24 horas – no mesmo período, houve 9.676 diagnósticos confirmados do novo coronavírus.

No total, são 24.109 vítimas fatais da doença, com 585.265 pessoas infectadas. Dos 645 municípios paulistas, houve pelo menos uma pessoa infectada em 641 cidades, sendo 481 com um ou mais óbitos.

Em relação à capacidade do sistema de saúde do Estado, a taxa de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) voltados ao tratamento do novo coronavírus é de 60,2% no Estado e de 58,7% na Grande São Paulo.

Considerado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias a principal medida de contenção da pandemia do novo coronavírus, o isolamento social no Estado de São Paulo na última terça-feira (04/8) foi de 43%, mesmo índice registrado na capital.

Os dados são Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, que utiliza dados fornecidos por empresas de telefonia para medir o deslocamento da população e a adesão às medidas estabelecidas pela quarentena no Estado.

Mais sobre o coronavírus

Nesta quarta-feira (05/8), o Governo do Estado anunciou a autorização para que restaurantes, padarias e similares ofereçam consumo local até as 22 horas nas regiões que estejam na fase amarela do Plano São Paulo há pelo menos 14 dias consecutivos. Até então, era permitido atendimento presencial até as 17 horas. Um decreto com a nova regulamentação será publicado na próxima quinta-feira (06/8). A medida, inclusive, já passa a valer para a capital.

Apesar da mudança de horário, o consumo local continua permitido apenas em ambientes arejados ou ao ar livre, com obrigatoriedade de assentos. Não será permitido que os clientes fiquem em pé. A orientação é que os estabelecimentos atendam os clientes conforme horário agendado previamente, para evitar aglomerações.

As outras regras de funcionamento continuam as mesmas: a ocupação máxima deve ser de 40% da capacidade dos assentos e o funcionamento precisa ocorrer por no máximo 6 horas diárias, consecutivas ou não, com adoção dos protocolos geral e específicos para o setor. Funcionários e clientes devem usar máscara em todos os ambientes, retirando apenas no momento da refeição.

Atuação do município

Nesta quarta-feira (05/8), a Prefeitura de São Paulo começa a testar crianças e adolescentes durante uma nova fase do Inquérito Sorológico do município. O objetivo é fazer uma estimativa da prevalência da infecção pelo novo coronavírus em estudantes de 04 a 14 anos de idade, pertencentes à rede municipal de ensino. O estudo também pretende calcular a proporção de crianças e adolescentes, com teste positivo, que apresentam ou apresentaram infecções assintomáticas.

Serão selecionados para a testagem 6 mil alunos por fase: 2 mil alunos da pré-escola, 2 mil alunos do Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano) e 2 mil alunos do Fundamental II (6º ao 9º ano). No total, a pesquisa contará com quatro fases e testará 24 mil alunos. O responsável pelo estudante assinará o termo de consentimento do estudo para que as amostras sejam coletadas na casa do aluno.

A seleção será por amostra aleatória simples dos estudantes em cada nível e o sorteio será realizado na base de dados de alunos matriculados na rede municipal de ensino fornecida pela Secretaria Municipal da Educação.

O estudo vai contribuir com informações para que possa ser avaliado o melhor momento para a retomada do funcionamento presencial da rede municipal de ensino. O levantamento também servirá para auxiliar no planejamento das ações de prevenção e enfrentamento à Covid-19 na capital paulista.

Ações e Atitudes

Também nesta quarta-feira (05/8), o Governo do Estado anunciou que mais cinco centros de pesquisa vão iniciar a testagem da vacina contra o novo coronavírus em voluntários Todos iniciarão os testes com a CoronaVac ainda nesta semana, somando-se a outros cinco que já estão em operação.

Ao todo, 12 núcleos científicos foram selecionadas para a realização da terceira e última fase de ensaios clínicos do imunizante, que é desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa SinovacLife Science.

Já nesta quarta, as vacinas começam a ser aplicadas em profissionais da saúde na UnB (Universidade de Brasília) e, na quinta-feira (06/8), no Hospital das Clínicas na Unicamp, em Campinas.

Na sexta-feira (07/8), as ações serão iniciadas no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, e na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto. No sábado (08/8), será vez do Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

O cronograma para início da aplicação das vacinas no Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista, e no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, serão anunciados em breve.

A previsão é de que os testes, a serem feitos com cerca de 9 mil pessoas voluntárias, sejam concluídos pelo Instituto Butantan entre o final de outubro e o início de novembro. Assim que forem comprovadas a eficácia e a segurança nesta última fase de estudos clínicos e a vacina seguir para registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a Sinovac e o Butantan vão firmar acordo de transferência de tecnologia para produção em escala e fornecimento gratuito da vacina pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

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