Câmara Remoto: Como a Câmara planejou a cobertura jornalística durante a quarentena

DANIEL MONTEIRO
HOME OFFICE

O estabelecimento, na última semana, de um regime de trabalho diferenciado na Câmara Municipal de São Paulo, como consequência da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), trouxe novos desafios para todos os setores da Casa, inclusive para a Rede Câmara de Comunicação.

A recomendação de isolamento social, aliada à necessidade de continuar produzindo conteúdo para as diversas plataformas da comunicação institucionais, motivou a Rede Câmara a pôr em prática novas estratégias e propostas de trabalho para seus 80 colaboradores.

VISÃO ESTRATÉGICA

Contudo, engana-se quem pensa que as decisões foram tomadas do dia para a noite. De acordo com Joaquim Vidal, Coordenador de Mídias Digitais da Rede Câmara, a situação global já era monitorada. “Nós vínhamos acompanhando a evolução da doença na China desde dezembro. Num mundo globalizado, com voos diários para todas as partes e em um país como o nosso, que tem fronteira aberta para todos os países, tínhamos a impressão de que essa pandemia poderia chegar aqui sim”, explicou.

“Claro que a primeira impressão era de que não seria tão grave. Um fator que nos alarmou foi a situação da Itália. A partir dali, começamos a perceber que o negócio poderia ser mais grave e que precisaríamos tomar medidas mais enérgicas com relação à pandemia”, completou Vidal.

A propagação do vírus pela Europa, com a decretação de quarentenas e toques de recolher no continente, somado à iminência da chegada da doença na América Latina e no Brasil, motivaram o início da tomada de medidas administrativas, técnicas e operacionais, por parte da Câmara, para que serviços essenciais, como os da Rede Câmara, continuassem funcionando caso o município fosse afetado pela pandemia.

INFORMAÇÃO À SERVIÇO DO PÚBLICO

“Desde o começo sabíamos que nosso trabalho na Rede Câmara seria enquadrado como um serviço essencial. Entendemos a relevância e o papel que devemos assumir nesse momento para viabilizar a comunicação do poder público com a população, principalmente na cidade de São Paulo, que é um foco da doença aqui no Brasil”, destacou Lara de Oliveira Breschigliari dos Santos, Diretora Executiva da TV Câmara.

“Começamos, então, a elaborar estratégias para verificar quais planos conseguiríamos colocar em execução, sempre pensando em deixar o maior número de funcionários em casa, principalmente os do grupo de risco, e ainda assim atender a demanda da Casa, no sentido de continuar entregando os nossos produtos e manter nosso pessoal em segurança”, enfatizou Lara.

ADOÇÃO DE HOME OFFICE

A solução encontrada foi a utilização da tecnologia, com o estabelecimento do home office ou teletrabalho, modalidade de prestação de serviço presente na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), onde o funcionário trabalha fora das dependências da empresa, através de acesso remoto por meio de softwares e computadores, por exemplo.

A possibilidade do teletrabalho, inclusive, só foi possível graças ao processo de modernização da comunicação da Câmara, iniciado a cerca de um ano. “Isso já vinha sendo pensado. Obviamente, não imaginamos que implementaríamos algumas ações numa situação extremada como essa, mas já estávamos preparados. Hoje, por exemplo, podemos subir o jornal com a repórter apresentando da casa dela e manter atualizados, de forma remota, todos os canais, tanto de broadcasting, como as redes sociais e o portal da Câmara”, disse Vidal.

“Esse processo foi essencial para o atual cenário, pois o mais importante agora é levarmos informação rápida, de qualidade e responsável dos órgãos oficiais para que a população não fique alarmada. É importante estarmos alerta, mas não entrarmos em pânico”, ressaltou Lara.

TRABALHANDO COM SEGURANÇA

Com a adoção do teletrabalho, foi montado um rodízio no qual os colaboradores da Rede Câmara poderiam trabalhar de casa, produzindo conteúdo e alimentado as diferentes plataformas de comunicação. “Buscamos minimizar o risco da nossa equipe, tendo em vista que na redação você tem profissionais de diversas áreas trabalhando basicamente no mesmo ambiente. Então montamos uma espécie de operação de guerra, onde as pessoas ficassem o menor tempo possível aglomeradas dentro da Câmara e precisássemos manter apenas um quadro mínimo de funcionários na nossa estrutura física”, afirmou Vidal.

Segundo a Diretora Executiva da TV Câmara, a expectativa é que o esforço para a manutenção da comunicação possa conscientizar a população durante a crise. “Aqui, na Rede Câmara, estamos muito preocupados em prestar um serviço de qualidade para a sociedade esteja informada, tenha consciência e adote um comportamento compatível com a necessidade do momento. Temos o compromisso de passar informação para a população e estar à disposição para receber suas demandas”, finalizou Lara.

Deixe uma resposta:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja também