Brasil soma mais de 58 mil mortes e 1,3 mi infectados pelo novo coronavírus

DANIEL MONTEIRO
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Segundo dados do painel do Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde), o Brasil registra nesta segunda-feira (29/6) 692 óbitos e 24.052 casos confirmados do novo coronavírus (causador da Covid-19) nas últimas 24 horas. Na contagem do Conselho, desde o início da pandemia o país teve 58.314 mortes e 1.368.195 infectados pela doença.

O boletim diário do Ministério da Saúde traz os mesmos dados: 692 óbitos e 24.052 novos casos confirmados do novo coronavírus nas últimas 24 horas, totalizando 58.314 mortes e 1.368.195 infectados pela doença desde o início da pandemia no país.

Considerado epicentro da pandemia no Brasil, o Estado de São Paulo contabilizou, nesta segunda-feira (29/6), 60 óbitos registrados nas últimas 24 horas, totalizando 14.398 vítimas da Covid-19.

Há, ainda, 275.145 casos confirmados de infecções pelo novo coronavírus – aumento de 3.408 novos diagnósticos entre domingo e segunda-feira. Dos 645 municípios, houve pelo menos uma pessoa infectada em 619 cidades, sendo 361 com um ou mais óbitos.

Em relação ao sistema de saúde público paulista, nesta segunda-feira a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados ao atendimento de pacientes com Covid-19 no Estado é de 65%. Na Grande São Paulo, o índice chega a 66,6%.

No último domingo (28/6), o isolamento social no Estado de São Paulo chegou a 52%, enquanto na Capital o índice atingiu 53% dos habitantes. A medida é considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias a principal forma de contenção da pandemia do novo coronavírus.

A aferição do isolamento é feita pelo Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, que utiliza dados fornecidos por empresas de telefonia para medir o deslocamento da população e a adesão às medidas estabelecidas pela quarentena no Estado.

MAIS SOBRE O CORONAVÍRUS

Com o objetivo de aumentar a adesão da população às máscaras de proteção durante a pandemia, o Governo de Estado anunciou nesta segunda-feira (29/6) que, a partir da próxima quarta-feira (01/7), a Vigilância Sanitária vai multar pessoas ou estabelecimentos comerciais que desrespeitarem o uso de máscaras em espaços comuns.

O valor das multas, quando aplicadas, será automaticamente revertido ao programa Alimento Solidário, para aquisição de cestas e distribuição às pessoas em estado de pobreza. A medida serve para reforçar a prevenção contra o coronavírus.

Em estabelecimentos comerciais, a multa prevista é de R$ 5 mil por pessoa sem máscara a cada fiscalização. Já em espaços públicos, como ruas e praças, quem não estiver usando a proteção será multado em R$ 500.

Juntas, as Vigilâncias Sanitária do Estado e das Prefeituras somam cerca de 5,5 mil profissionais que fiscalizam o cumprimento de leis de proteção e promoção da saúde pública. A definição da multa pela ausência de máscaras tem como mote a conscientização da importância da proteção facial individual em favor de toda a sociedade.

As novas regras serão publicadas em resolução no Diário Oficial do Estado. As denúncias sobre locais com pessoas sem máscara poderão ser feitas pelo telefone do disque-denúncia da Vigilância (0800 771 3541). A ligação é gratuita e permite também registro de denúncias relacionadas às Leis Antifumo e Antiálcool para menores.

ATUAÇÃO DO MUNICÍPIO

No último sábado (27/6), a Prefeitura de São Paulo assinou, com entidades ligadas a clubes sociais, centro paraolímpico e estabelecimentos de tecnologia da informação, os termos de compromisso para a retomada do funcionamento desses setores.

Os espaços tiveram autorização para reabrir a partir desta segunda-feira (29/6), desde que implementem as medidas necessárias de segurança e higiene, que podem incluir o fornecimento de máscaras, distanciamento social, modificações físicas no local de trabalho e regras de triagem de usuários. Já o centro paralímpico volta aos treinos dia 1º de julho.

Na última sexta-feira (26/6), a cidade de São Paulo avançou para a fase amarela do Plano São Paulo, do Governo do Estado, porém ficou acordado que o município aguardará até a próxima sexta (03/7) para analisar se os setores autorizados a voltarem às atividades poderão adotar as regras da fase amarela. Durante esta semana, os setores deverão seguir as regras da fase laranja do Plano São Paulo.

A CÂMARA DURANTE A PANDEMIA

Como parte do cronograma de retorno gradativo e cuidadoso das atividades presenciais, a Câmara Municipal de São Paulo terá mais uma semana com a realização das reuniões ordinárias para dar andamento à tramitação de projetos e discussões fundamentais para a cidade.

Vale ressaltar que todas as atividades são feitas de acordo com parâmetros para evitar a proliferação do novo coronavírus e com a possibilidade de participação dos vereadores de maneira presencial ou remota. O esforço é para que tudo possa voltar ao ritmo de trabalho da Casa, conforme era antes da pandemia.

Acompanhe a programação completa das atividades da Câmara no Portal da Casa, em www.saopaulo.sp.leg.br.

AÇÕES E ATITUDES

Uma pesquisa feita por cientistas da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) desenvolveu um aparelho individual portátil de baixo custo, capaz de mapear a carga viral do novo coronavírus no ambiente, batizado de Coronatrack.

O protótipo do equipamento custou R$ 200, enquanto o valor de um modelo similar importado é de cerca de R$ 4 mil. Segundo seus desenvolvedores, o aparelho vai possibilitar que o usuário monitore a carga viral nos locais por onde costuma circular, em um sistema parecido com o utilizado na mineração, para monitorar partículas de poeira no ar.

A proposta do projeto é mapear a concentração de vírus na cidade, por meio de amostras de locais e trajetos. O aparelho também pode ser utilizado para contornar o problema da subnotificação de casos do novo coronavírus, dando aos cientistas e autoridades mais noção sobre os locais onde a doença pode ter uma maior incidência.

*Este conteúdo e outros conteúdos especiais podem ser conferidos no hotsite Coronavírus

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