Brasil contabiliza mais de 35 mil mortes por Covid-19

DANIEL MONTEIRO
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De acordo com boletim diário divulgado pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (5/6), nas últimas 24 horas o Brasil registrou o recorde de 1.005 óbitos provocados pelo novo coronavírus (causador da Covid-19). Desde o começo na pandemia no país, 35.026 pessoas morreram vítimas da doença.

Também houve aumento de 30.830 casos confirmados de ontem para hoje, totalizando 614.846 diagnósticos da Covid-19 em território brasileiro.

Epicentro da pandemia no Brasil, o Estado de São Paulo registrou nesta sexta-feira 283 óbitos e 5.365 diagnósticos confirmados do novo coronavírus em 24 horas – se aproximando da marca de 9 mil mortes provocadas pela doença. No total, são 8.842 vítimas fatais da Covid-19, com 134.565 pessoas infectadas.

Dos 645 municípios do território paulista, houve pelo menos uma pessoa infectada em 549 cidades, sendo 283 com um ou mais óbitos.

Em relação à capacidade do sistema de saúde paulista, a taxa de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) voltados ao tratamento do novo coronavírus é de 71% no Estado e de 80,5% na Grande São Paulo.

Considerado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias a principal medida de contenção da pandemia do novo coronavírus, isolamento social no Estado de São Paulo, na última quinta-feira (4/6) foi de 47%, enquanto na Capital o índice chegou a 49% dos habitantes.

Os dados são Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, que utiliza dados fornecidos por empresas de telefonia para medir o deslocamento da população e a adesão às medidas estabelecidas pela quarentena no Estado.

MAIS SOBRE O CORONAVÍRUS

O Governo do Estado confirmou nesta sexta-feira (5/6) a entrega de 977 respiradores para unidades hospitalares de 20 municípios da Grande São Paulo, interior e litoral. Com os novos equipamentos para atendimento a pacientes graves contaminados pelo coronavírus, o Estado de São Paulo passa a contar com mais de 7 mil leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na rede pública de saúde.

Também houve o anúncio de que outros 700 respiradores deverão ser entregues até o final da próxima semana. Até o dia 30 de julho, são esperados mais 1,6 mil leitos de UTI no Estado. O investimento neste tipo de leito é considerado uma medida decisiva para manter a capacidade de atendimento do sistema de saúde durante a pandemia.

A distribuição dos equipamentos priorizou cidades em que a taxa de ocupação de UTIs para pacientes Covid-19 era considerada alta. A expectativa do Governo do Estado é conseguir manter os índices de internações graves abaixo de 80%, o que permitirá que as cidades atendam a critérios de flexibilização da quarentena e reabertura gradual da economia previstos no Plano São Paulo.

O Governo do Estado anunciou na última segunda-feira (1/6) o repasse de R$ 500 mil e a doação de mil mobiliários, entre camas e colchões, para a implantação de alojamentos provisórios designados prioritariamente às pessoas em situação de rua.

A iniciativa é mais ação de enfrentamento à pandemia causada pelo novo coronavírus e ocorrerá nos 50 municípios mais populosos do estado. Os critérios técnicos para escolha dos municípios foram baseados no número de famílias e pessoas em situação de rua; incidência de casos de Covid-19 e nas projeções populacionais da Fundação Seade para 2020, levando em consideração as cidades com mais de 100 mil habitantes.

ATUAÇÃO DO MUNICÍPIO

Em coletiva de imprensa on-line na tarde da última quinta-feira, (4/6), o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou a volta de alguns setores, após a análise de protocolos sanitários. A cidade está na fase dois do plano de retomada econômica (cor laranja) que permite a abertura de segmentos específicos, com restrições.

Participaram da entrevista o secretário municipal da saúde, Edson Aparecido, a secretária municipal de desenvolvimento econômico e trabalho, Aline Cardoso, e o presidente da Câmara Municipal, vereador Eduardo Tuma (PSDB), representando o Legislativo paulistano.

A retomada da economia está dividida em cinco categorias, que determinam qual nível de reabertura o executivo pode adotar. A flexibilização vai acontecer levando em conta as taxas de ocupação em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), número de internações e óbitos e a evolução de casos de Covid-19.

Segundo anúncio, a Prefeitura recebeu até o momento 74 propostas de solicitações de protocolos sanitários para funcionamento, sendo 42 para fase 2 e outros 32 para outras fases. Dois obtiveram a liberação dos protocolos, seguindo as orientações e adequações sanitárias, e voltaram a atuar nesta sexta-feira (5/6).

Os setores de revenda e concessionária de veículos e os escritórios de prestação de serviços poderão atender ao público num período de quatro horas, adotando regras de distanciamento social e sanitização de ambientes. Os atendimentos devem se limitar a 20% do público e a abertura e fechamento do estabelecimento devem ocorrer fora dos horários de pico do trânsito.

A retomada econômica do município contou com forte participação da Câmara. Nos últimos dias, o presidente Eduardo Tuma articulou, junto ao Executivo, a entrega de protocolos por entidades de vários segmentos, como construção civil, imobiliárias, shoppings populares, além dos escritórios de advocacia.

A CÂMARA DURANTE A PANDEMIA

Em reunião virtual da Comissão Extraordinária de Apoio ao Desenvolvimento do Turismo, do Lazer e da Gastronomia da Câmara Municipal de São Paulo, realizada na última quinta-feira (4/6), os vereadores reuniram mais de 75 representantes de entidades do mercado de negócios gastronômicos e turísticos na capital paulista para discutir os impactos financeiros provocados pelo coronavírus e a retomada das atividades econômicas na cidade de São Paulo.

Os trabalhos foram coordenados pelo presidente da Comissão, vereador Rodrigo Goulart (PSD). Também participaram do encontro os vereadores Gilberto Nascimento Jr. (PSC), José Police Neto (PSD) e Soninha Francine (CIDADANIA). A reunião contou, ainda, com a presença do secretário municipal de Turismo, Miguel Calderaro Giacomini.

AÇÕES E ATITUDES

Aproximadamente 30 funcionários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) tornaram-se voluntários na produção de máscaras de proteção facial a partir de uniformes que não foram utilizados e seriam incinerados, pois o fato das roupas terem o logo da companhia dificulta o processo de doação.

A primeira entrega de máscaras aconteceu na última semana no Brás, a estação mais movimentada da companhia, e foi distribuída para outros colaboradores. O primeiro lote tem cerca de 1,1 mil peças. Com a quantidade de tecido disponível será possível produzir e distribuir até 5 mil máscaras, e a ideia é que todas elas sejam distribuídas a funcionários da CPTM.

 

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