Segurança das mulheres é debatida em Audiência Pública

André Moura / CMSP

DANILO MEIRA
DA REDAÇÃO 

Audiência Pública realizada na noite desta quinta-feira (05/12), na Câmara Municipal, debateu a segurança de mulheres e meninas que circulam por São Paulo. Realizado pela Comissão de Finanças e Orçamento, o encontro também procurou discutir medidas para enfrentar a questão. As propostas foram enviadas a representantes da CET e SPTrans, presentes à audiência.

Estudo apresentado por Letícia Sabino, representante do projeto Mulheres Caminhantes, apontou alguns pontos da cidade particularmente perigosos para essa parcela da população. É o caso das bancas de jornais e dos pontos de ônibus não transparentes, que podem servir de esconderijo a meliantes.

As vias públicas sem atividades noturnas, as calçadas inadequadas ao trânsito de pedestres, que dificultam a mobilidade, e a baixa participação das mulheres na elaboração das políticas públicas do setor também aparecem como fatores de insegurança.

“Trouxemos potenciais soluções para trazer mais segurança às mulheres que transitam pela cidade. Defendemos que esses problemas sejam resolvidos de outra forma, entendendo o que fazer para que as mulheres se sintam mais seguras”, disse Letícia, que atua na ONG Sampapé.

Também foram apresentados números que mostram a urgência de debater o tema. Segundo a Action Aid, 86% das mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de assédio – e 70% delas têm medo de ser assediada nas ruas. E 68% se preocupam particularmente quando estão no transporte público – por isso, muitas preferem andar a pé ou com seus próprios carros, conforme a renda.

Presente à audiência, a vereadora Soninha Francine (CIDADANIA) avaliou que algumas ações podem ser implementadas com facilidade. “É uma questão muito séria, que até pode ser resolvida com medidas relativamente simples, como uma melhor iluminação pública”, disse Soninha.

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