Profissionais da Saúde debatem vacinação de idosos contra Covid-19 em evento na Câmara

MARIANE MANSUIDO
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Nesta segunda-feira (22/2), profissionais de saúde do município e Estado de São Paulo se reuniram na Câmara Municipal, de forma semipresencial, para participar do debate “Envelhecimento em Pauta – Vacinação COVID-19”, a fim de discutir o processo de imunização da população idosa na capital paulista.

Enfermeira e professora associada da USP (Universidade de São Paulo), Yeda Duarte mediou a discussão e enfatizou que os efeitos da pandemia têm gerado medo, sobretudo pela falta de vacinas. “Não há vacinas para todos e isso tem gerado ansiedade nas pessoas sobre quando serão vacinadas. Por isso é preciso estabelecer critérios de prioridade”, afirmou.

Também presente, Regiane de Paula, coordenadora de Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde, disse que o Brasil precisa de mais vacinas. Hoje, o processo de imunização no país é feito com duas vacinas: a Coronavac, do Instituto Butantan, e a AstraZeneca, de Oxford. Segundo a coordenadora, a cada dez brasileiros vacinados, nove tomam o imunizante chinês.

Secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Saúde, Luiz Carlos Zamarco participou do evento e reforçou que a vacinação deve seguir rigorosamente os critérios estabelecidos pelo Plano Nacional de Imunização que, no primeiro momento, tem definido os grupos prioritários, como profissionais de saúde, indígenas, quilombolas e idosos.

De acordo com Zamarco, 177.285 mil idosos com mais de 60 anos já receberam a primeira dose na capital paulista e pelo menos 16.245 já tomaram a segunda dose da vacina. Zamarco também disse que todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) estão capacitadas para receber a notificação de efeitos adversos após a vacinação.

A realização do debate contou com a iniciativa da vereadora Cris Monteiro (NOVO), que defendeu a sensibilização do tema, sobretudo para quem ainda não é idoso. “Se não somos idosos, temos pais, tios, conhecidos, amigos idosos. Ou seja, o idoso tem que ser a nossa prioridade, principalmente nesse período. É preciso educar as pessoas sobre essa questão”, argumentou a parlamentar.

Também estiveram presentes o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido; Sandra Sabino, secretária-executiva de Atenção Básica, Especialidades e Vigilância em Saúde; e Marília Berzins, presidente do OLHE (Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento).

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