A Câmara Municipal de São Paulo realizou, nesta sexta-feira (27/3), a Sessão Solene de entrega do Prêmio Sabotage 2026. A 10ª edição da premiação foi presidida pela vereadora Ana Carolina Oliveira (PODE).
A parlamentar falou sobre a importância dos movimentos sociais. De acordo com ela, a cultura hip-hop é um instrumento de transformação na vida das pessoas. “Esse movimento retira tantas famílias da vulnerabilidade e as colocam em um caminho de sonhos para que possam se desenvolver. A gente sabe que a arte salva muitas vidas também. É uma honra estar aqui e presidir essa 10ª edição”.
Os filhos de Sabotage, o rapper Wanderson dos Santos – conhecido como Sabotinha – e a cantora e empresária Tamires dos Santos, acompanharam a cerimônia. Tamires é uma das juradas da premiação.
“Eu estou muito feliz por mais uma edição do prêmio por ver que o hip-hop está ganhando cada vez mais espaço em todos os lugares, como aqui na Câmara. Eu estou curtindo cada momento. Tem muito talento aqui hoje”, falou Tamires.
Sobre a premiação
O prêmio foi criado pela Resolução nº 2, de 11 de dezembro de 2008, em homenagem a Mauro Mateus dos Santos, que ganhou fama como o rapper Sabotage. Paulistano, nasceu em 3 de abril de 1973. Foi cantor, compositor e ator. Ele encontrou no rap a saída da criminalidade. Ele foi morto a tiros em janeiro de 2003, na zona sul da capital paulista.
Os trabalhos inscritos foram avaliados pela comissão julgadora composta por cinco pessoas indicadas pela Comissão Extraordinária de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude da Câmara Municipal de São Paulo. Os vencedores da edição anterior do Prêmio também analisaram os materiais.
Artistas que representam diferentes movimentos do hip-hop foram premiados com a Salva de Prata do Legislativo paulistano. Confira abaixo os vencedores que receberam a honraria e os demais finalistas da edição 2026.
Categoria I – Melhor DJ
O vencedor foi Adriano Natalino, o DJ Dri. Natural do Capão Redondo, em São Paulo, o artista iniciou carreira com “Os Metralhas” nos anos 1980. Trabalhou com grandes nomes como Racionais MC’s, Thaíde e Mano Brown, atuando também nos projetos Boogie Naipe e MB10, consolidando-se como referência histórica do Hip-Hop paulista.
Outros finalistas da categoria foram Dj Negro Rico e DJ Tony-Di.
Categoria II – Melhor MC
A vencedora foi Rubia Fraga, a Rubia RPW. Além de MC, Rubia também é ativista cultural, arte-educadora, pesquisadora, pioneira do estilo “bate cabeça” e operária do Hip-Hop desde 1989. Com mais de 30 anos de carreira, participou de projetos, cyphers e coletivos importantes, integra o Minas da Rima e representa a Frente Nacional de Mulheres do Hip Hop, promovendo a inclusão feminina.
Copa e Mana Bella foram as outras duas finalistas.
Categoria III – Melhor Artista de Graffiti
Rodrigo de Souza Dias, o Gamão, foi o ganhador da categoria. Artista urbano nascido em São Paulo e criado em Taboão da Serra, Gamão iniciou na pichação em 1996 e desenvolveu sua identidade no Grafitti a partir da influência da grife “Escrita Roupéstrica”.
Os demais finalistas foram Del Grafites e Fany Lima.
Categoria IV – Melhor Artista de Breaking
Ricardo Faustino da Silva, o Bboy Stima, foi o ganhador. Dançarino desde 1998, Stima é integrante de grupos como Sampa Masters, vencedor de títulos regionais e nacionais, professor, coreógrafo e produtor cultural, além de criador do evento Conexões Diretas.
As outras finalistas foram Flow Queens Crew e Mistério 2D Crew.
Documentário
Como parte das comemorações de dez anos da premiação, durante a cerimônia foi lançado um documentário inédito produzido pela Rede Câmara SP, chamado de “Prêmio Sabotage 2026: Uma década celebrando o legado do hip-hop”.
O filme traz a trajetória do Prêmio Sabotage e destaca momentos marcantes, artistas premiados e a importância da iniciativa para o fortalecimento do hip-hop na cidade. Clique aqui para assistir ao vídeo.
Marcelo Cavanha, coordenador do Núcleo de Hip Hop da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, deu relevância ao evento. Para ele, é fundamental apresentar quem foi o Sabotage para as novas gerações.
“É importante que os jovens de hoje conheçam quem foi o Sabotage. Nessa história existiu uma gama de rappers que traçaram suas histórias e pavimentaram o caminho para os novos artistas de hoje do hip-hop. O documentário produzido pela Rede Câmara é riquíssimo”.
Veja a íntegra da premiação neste link. Confira abaixo fotos da cerimônia: Crédito: Douglas Ferreira / REDE CÂMARA SP

